
Prólogo
- Para de rir. Isso é sério. O que vai ser de mim?
- Eu estou confusa...
Tentei continuar, mas ele não deixou.
- Eu te amo. Fica comigo pra sempre?
- ...
- O QUE VAI SER DE NÓS DOIS?
Decidida a acabar com tudo, olhei profundamente em seus olhos, tomei coragem e disse.
- Três!
- O.O - arregalou os olhos, que por um instante pensei que fossem saltar de sua face - Vo... você - apontou para mim, e novamente fez aquela cara de espanto.
- Aham. - afirmei com a cabeça, por segundo poderia jurar que ele tinha entendido até ele dizer...
- Sempre quis ter um cachorro, como você adivinhou? - fez uma cara pensativa.
Não podia acreditar qualquer um sã consciência entenderia, mas é claro que se tratando de Jonas, pode se esperar de tudo.
- , não é um cachorro.
- Ah não.
- Não!
- Então é um gato! Eu espero que não; nem gosto tanto deles, parecem mais uma bola de pelos.
fez cara de nojo.
- É TÃO DIFÍCIL DE ENTENDER, PORRA?! EU TÔ GRÁVIDA. G-R-Á-V-I-D-A. ENTENDEU?
- Ah, legal. - ele voltou a olhar para baixo. Ainda estávamos na sacada.
Fiquei tão decepcionada, achei que ele iria gostar.
De repente, ele vira o rosto e me encara com os olhos arregalados.
- AHN? Tipo... criança? Ser humano dentro da barriga? Grávida?
Apenas revirei os olhos. Do nada, ele começa a pular, socar o ar, gritar e dançar. Acredite, tudo ao mesmo tempo.
- Nós vamos ter um filho (8) - ele rebolava. - Eu vou ser papai (8) - batia palmas. - Whew!
Ele para tudo e me olha com um sorriso de orelha-a-orelha.
- Amo você.
- Eu também, .
Capítulo 1
Logo após mais alguns gritos, pulos e palmas da parte de , ah... e algumas reclamaÃções de vizinhos, resolvemos ir dormir.
Na cama eu estava tentando dormir, porque apesar das outras opções (6', ela também serve pra dormir, né?!
Mas havia um pequeno problema, pequeno nem tanto, podemos dizer um problema de 29 anos, 1,77 m de altura, braços musculosos, coxas torneadas, um tanquinho melhor que máquina de lavar roupa, enfim: ELE NÃO PARAVA QUIETO! E isso estressa.
- querido, será¡ que dá¡ para parar de se remexer na cama? - falei no tom mais sarcástico que consegui. Ele apenas me olhou, e assim permaneceu.
- ... ?! - chamei sua atenção
- Ahn? - balançou a cabeça, saindo de seu pequeno momento de transe.
- Você tá bem? - perguntei preocupada.
- Não, eu vou ser pai - falou quase que num sussurro, mais para ele do que para mim.
Olhei para ele, fitava o teto com uma expressão de felicidade, até que, não pude acreditar: vi uma única e solitária lágrima de felicidade escorrendo por seu rosto.
Ele se virou para mim e o seu sorriso aumentou, o que eu achei quase impossível, mas não era.
- Posso? - perguntou olhando para mim e logo após indicou minha barriga com a cabeça.
- Claro - respondi um tanto quanto contente.
Ele empurrou as cobertas para baixo, e subiu minha camisola delicadamente até abaixo do busto, olhou para minha barriga com os olhos brilhando.
Aproximou seu rosto da mesma e deu um beijo um pouco acima do umbigo, que fez com que me arrepiasse até o último fio de cabelo.
Logo após, ele conseguiu me arrancar boas risadas com o que fez. Adivinhe?!
Sim, isso mesmo! Ele começou a conversar com a barriga, mas não qualquer conversa, porque afinal estamos falando de Jonas...
- Aidi maqui cosa mai lindja que éo fiinho do papa - tentei me controlar, mas não consegui comecei a rir desesperadamente.
E o , para ajudar continuava com sua conversa super normal com nosso filho, até que...
- Éo gaiotão do papai - pera aÃí, quem disse que vai ser um menino?
- ?
- Hum? - ele parou e me olhou ainda sorrindo, e que sorriso lindo.
- Porque você disse que vai ser um menino?
- Porque meu pressentimento de super-pai diz que vai ser um menino, e também por que eu sempre quis ter um Jr. Pra ensinar a jogar vídeo-game, futebol, e a ser gostoso como eu pra catar as gatinhas, hehe - disse me olhando com um sorriso sapeca.
Encarei-o incrédula.
- E se for uma menina? - perguntei num tom um pouco brabo.
- Aí vai ser uma menina, ué! - falou com a cara mais deslavada do mundo.
Novamente o olhei incrédula, só que desta vez com uma pontinha de raiva.
- Quer dizer que você não vai amá-la tanto quanto amaria se fosse um menino?
- Não , quero dizer que meu sonho é ter um menino, mas se vier uma menina eu vou amá-la e protegê-la do mesmo jeito que faria com o menino. Pode ser que a ame até mais, principalmente se ela se parecer com você. Também posso ensiná-la a jogar futebol, vídeo-game. Só não vou ensinar a ser gostosa e catar meninos.
Disse a última frase em tom de brincadeira, logo após subiu ao meu alcance e me deu um carinhoso beijo na testa, admito que fiquei meio braba, mas depois do que ele disse e do beijo que ele me deu, derreti.
Mas me diga quem não derreteria depois daquilo? Sem falar que essa gravidez me deixou com as emoções à flor-da-pele.
- Eu te amo - falei olhando no fundo de seus olhos - E se for uma menina, você não vai precisar ensiná-la a ser gostosa nem a catar meninos - falei com um sorriso sapeca estampado nos lábios
- AH! Não?
- Não!
- Por quê? Posso saber?
- Porque se ela for parecida comigo ela vai ser gostosa de qualquer jeito. E se der sorte e herdar meu jeito, garotos são o que não vão faltar - Falei num tom confiante, e começou a dar risada - Porque tá rindo? Só falei a verdade. - falei fazendo bico
Ele me olhou ainda rindo, só que desta vez um pouco menos.
- Você é muito convencida sabia? O que te faz pensar tudo isso?
- O espelho. Toda vez que me olho nele, coisa óbvia!
Ele me olhou rindo e me deu um beijo calmo e demorado.
- Boa noite - disse após romper o beijo.
- Boa noite - dei um selinho nele e me virei para o lado oposto dele e ele me abraçou por trás.
- ?
- Oi?
- Já que amanhã é sábado, o que você acha de irmos almoçar na casa dos meus pais? Eles vão fazer churrasco e a mamãe tinha me convidado, ela também convidou seus pais, parece que eles viraram grandes amigos.
- Que legal! - o cortei sem querer, mas ele pareceu não se importar.
- Seria uma ótima ocasião pra dar a notícia, que teremos mais um integrante na família, você não acha?
- É... realmente seria a ocasião perfeita! - virei meu rosto para de encontro com o seu e lhe dei um beijo apaixonado.
- Boa noite, de novo - disse com um sorriso nos lábios.
Encantador, em minha humilde opinião.
- Boa noite.
Logo após adormecemos em um sono profundo e calmo, e é claro abraçados *-*.
Capítulo 2.
Hoje era sábado, levantei-me com certa dificuldade, pois ainda estava grogue de sono.
Olhei para o lado e constatei que já não estava mais lá.
- Cachorro! Nem para me acordar. - Resmunguei um pouco alto, e sim, eu estava com os nervos à flor-da-pele.
Do nada, apareceu na porta do banheiro com a escova de dentes na mão e me responde:
- Eu não sou um cachorro! Acabei de acordar, e não quis te acordar porque é cedo e sou um bom marido! :D E eu vou tomar banho.
- Ok!
entrou no banheiro e nem sequer fechou a porta, sentei- me na cama e liguei a TV.
Não estava com muita fome e admito que estava um pouco enjoada, mas fazer o quê?! Faz parte.
- Ah! Bom dia para você também. - gritou de dentro do banheiro.
- BOM DIA! - Falei em alto e bom som.
Estava distraída, quando ouço barulho do chuveiro e olho para porta do banheiro e me deparo com uma camiseta voando para fora.
Logo após uma calça, ambas de dormir. Fiquei meio braba, mas concerteza ele vai apanhar após o banho.
Foi aí que me toquei que faltava um item. Ah, ele não ousaria!
Ele sabe que tenho pavor de me deparar com suas cuecas "usadas" no chão do quarto.
Nem um minuto depois vejo algo voando em direção a cama. E sim, é isso mesmo, a própria, não acredito!
E o pior é que parou aos pés da cama, ECA!
- JONAS!!! - gritei a plenos pulmões.
- Esse é meu nome! - ouvi sua voz sair debaixo do chuveiro, deixando um tanto quanto abafada, mas ainda sim audivel.
- O QUÊ SUAS ROUPAS FAZEM ESPALHADAS PELO QUARTO? - gritei num tom autoritário.
- Depois eu junto, querida. - juro que pude ouvir uma leve risada da parte dele, ele adorava me deixar irritada, fato.
Mais uma vez estava eu distraída assistindo Bob Esponja, quando de repente dei um pulo da cama ao ouvir a risada de .
Mas não qualquer risada, a risada mais escandalosa que já ouvi na vida.
Estranhei e fui ao banheiro ver o que poderia ser motivo de tantas risadas.
Quando entro no banheiro, me deparo com a seguinte cena: estava parado em frente ao espelho do box, dando risada e admirando o moicano que havia feito com o shampoo.
E fazendo bolinhas de sabão com as palmas das mãos. Não consegui conter o riso foi aí que ele notou que eu estava lá.
Olhou-me com um sorriso sapeca e saiu do box, ainda com os cabelos cheios de shampoo e as mãos ensaboadas.
A cada passo que ele dava em minha direção, era um meu para trás.
Coloquei as mãos na frente de meu corpo como um sinal de pare quando sentir encostar-me na parede.
- ! Você tá molhando todo o banheiro.
- E daí! Depois seca... ?
- Hum?
Ele estava dando aquele sorriso de quando quer alguma coisa e me molhando, pois estava me prendendo na parede com seus braços posicionados um de cada lado de meu corpo.
- Vamos tomar banho? - seu sorriso era confiante.
- Errado! - o seu sorriso se desmanchou de imediato - Você vai tomar banho - falei apontando para ele.
- Ah! Vamos , você já está molhada mesmo. Vamos? - abriu novamente um sorriso.
- Não! - falei fazendo glicose anal (c* doce).
- Ah, é? Não vai por bem, então vai por mal! - me pegou no colo e me carregou para debaixo do chuveiro, de roupa e tudo.
Logo após o banho nos vestimos, recolheu as roupas que espalhou pelo quarto.
Descemos e comemos alguma coisa rapidamente, e fomos rumo a casa dos pais de .
Capítulo 3.
Alguns minutos depois, chegamos à casa dos pais de . Logo na entrada, reparei que o carro dos meus pais já estava lá.
Chegamos na porta e apertamos a campainha (n.a: se fosse eu já tinha gritado :B), e nada. Outra vez, e novamente nada.
Quando de repente ouvimos uma risada alta, que parecia ser de Paul, acompanhada de meu pai...
- Acho que eles não vão ouvir a campainha tão cedo - eu falei entediada.
- Pois é! - parecia nem ligar, e apertou freneticamente a campainha.
- Querido! - falei em tom de deboche. - Não é melhor ligarmos para eles?
- Não precisa.
Nisso, tirou uma chave do bolso e abriu a porta. Entrou na maior cara-de-pau e eu continuei no mesmo lugar, indignada.
Ele virou-se percebendo que eu não tinha entrado, esticou sua mão para mim e disse:
- Tinha me esquecido - falou com um sorriso maroto nos lábios.
Entrei sem protestar, afinal, se ele não tivesse a chave, ficaríamos uma eternidade ali fora.
Por que se não ouviram a campainha, imagina o telefone!
Passamos pela sala e não tinha ninguém.
- Devem estar no quintal - disse para que analisava cada canto da sala.
- É, né? - riu da própria idiotice de ficar procurando eles pela sala (vazia).
Chegamos ao quintal e cumprimentamos todos, era 12 AM e eu estava com muita fome - nada mais normal para uma grávida.
Num piscar de olhos, Denise e mamãe apareceram no quintal, avisando que o almoço estava servido.
Levantei-me num pulo. Nick disse:
- Tá com fome, hein? - Logo após, levantou. E como bom marido, achei que ele ia dar "A RESPOSTA". Doce ilusão, tsc, tsc, tsc.
- Pois é, né? - segurou minha mão com firmeza e me levou pra dentro. Percebi que ele estava nervoso.
- !
- Hum?! - Resmungou, puxando a cadeira para eu sentar.
- Calma, amor - falei em seu ouvido com uma voz doce.
Logo em seguida, ele abriu um sorriso, me olhou e disse:
- Antes ou depois?
- Depois.
- Ok.
Rapidamente estavam todos na mesa.

Após estarem todos na mesa, (n.a: na ordem do desenho sécçie da beta-reader) Paul começou a oração e logo após o 'Amém', começamos a nos servir.
Também começou aquela bagunça de "me passa o refri", "me alcança a carne", "me joga um pedaço de pão", "serve arroz pra mim".
Mais, "come de boca fechada, ", "come, depois fala, Frankie", e blá, blá, blá.
Todos estavam na segunda servida e eu terminando a primeira. Normalmente teria parado ali, mas estava com fome.
Então comecei a me servir, ao que ouço falar:
- Para o mundo que eu quero descer!
- A vai repetir a dose! - Nick gritou espantado.
- Não me mata com a faca da cozinha! - Foi a vez de Frankie.
- O que te deu mulher? - perguntou.
Foi aí, que o tapado do meu marido disse:
Capítulo 4.
Foi aí, que o tapado do meu marido disse:
- É que ela tá comendo por dois - ele falou numa naturalidade que me impressionou.
Logo após perceber a burrada que tinha feito, deu um tapa na própria testa.
- Você tá de dieta ? - perguntou Frankie.
Pobre criança ingênua.
- Er... É ISSO! Eu to de dieta. É que eu tava uns quilinhos acima do peso, nada demais, só uns quilinhos.
- Cara! Ainda bem que você começou a fazer a dieta, porque sinceramente, as fãs são exigentes. Eu já tava pensando em te dar uns toques, mas vejo que não vou precisar :B - Nick.
Soltei uma risada pelo nariz quando vi a cara de indignação de .
Seguimos comendo normalmente, claro menos que foi impedido de comer mais, deu até pena, mas aqui se faz aqui se paga!
Quando todos terminaram de almoçar antes de tirarem a mesa se levantou de repente, e fez um pigarro.
Ninguém prestou atenção nele, então repetiu o gesto, ficando novamente no vácuo.
- SERÁ QUE DÁ PRA CALAREM A BOCA?!
Todo mundo ficou espantado com a reação de , mas logo ele desfez a cara de brabo e abriu um sorriso.
- Obrigado.
Tudo bem, eu acho que ele é bipolar, só pode ser.
Estávamos todos olhando para ele. me encarava, outra vez olhava para sua mãe, depois para o pai, e assim sucessivamente para todos.
- ? - Denise.
- Sim, mamãe. - respondeu prendendo sua atenção na mãe.
- Não tinha algo a nos dizer?
- Ah! É né, pois é - ele me olhou, e esticou sua mão para mim, peguei a mesma e me levantei.
- Nós temos uma ótima notícia para vocês - falei preparando eles. - ? - olhei para ele o encorajando a continuar.
- Bom eu e a vamos ter um...
- Cachorro! - Nick o cortou. - Que legal você sempre quis ter um cachorro!
- Parabéns cara! - disse .
- Nick! - Denise.
- Sim?
- Eu acho que não é um cachorro - falou Frankie com um grande sorriso.
- Ah! é o que então "Senhor sabe-tudo"? - perguntou Nick revirando os olhos.
Frankie começou a pular na cadeira, e virar a cabeça para os lados. Todos o olharam espantados, então ele disse:
- UM BEBÊ! - todos, com exceção de eu e , o olharam com uma expressão confusa, e logo após desataram a rir.
Frankie fechou a cara e cruzou os braços, resmungando coisas inaudíveis.
me olhou espantado, parecia estar com medo de falar.
- Ram...Ram - pigarreou , só que desta vez conseguindo chamar a atenção. - Será que agora podemos falar?
- Claro - disse Denise.
- Mas, então não é um cachorro? - perguntou Nick parecendo decepcionado.
- Não, Nick não é um cachorro - falei com cara de tédio de toda aquela enrolação.
- Bom, eu e a vamos ter um...
- BEBÊ! - nos olhamos e falamos juntos em bom e alto som, todos nos encararam com expressções tipo "Ahn?"
- Ah! É isso? Pensei que fosse interessante - disse .
- Eu também - Nick.
Todos voltaram a conversar normalmente, confesso que fiquei decepcionada.
Percebi que também. Até que Denise e mamãe se levantam num pulo com os olhos arregalados, e falam juntas:
- UMBEBÊ! - falaram tudo junto e rápido, por pouco não entendi, elas se olharam e deram outro grito.
- VAMOS SER AVÓS!
Se abraçaram e vieram até mim. Aí, todo mundo pareceu se tocar que estávamos falando de um "bebê" e nos cumprimentou.
Enchendo-nos de perguntas do tipo quando descobrimos, quantos meses, qual o sexo, se já sabíamos o nome e etc.
Capítulo 5.
Passamos o resto da tarde na casa dos pais de , 19 horas voltamos pra casa, não tínhamos o que fazer.
Resolvemos assistir a um filme, tomamos banho, vestimos roupas confortáveis, e fomos para a sala de vídeo. Resolvemos assistir "Um Amor Para Recordar".
Velho, eu sei, mas bom. colocou o filme, e quando ele foi se sentar, me bateu um desejo.
- Amor! - chamei-o carinhosamente.
- Hum? - perguntou sentando-se
- Faz pipoca?
- Mas , já vai começar o filme - falou fazendo manha.
- Tudo Bem! Eu aguento ver o começo sem você - ele abriu a boca para falar algo, mas o cortei a tempo. - É só apertar stop, dãr! - falei batendo na testa dele de leve com o punho fechado.
Ele se levantou emburrado, e foi resmungando baixinho.
Um tempo depois ele voltou com a pipoca, sentou- se pegou o controle e deu play. Na parte em que o menino (n.a: não lembro o nome) ia pular, virei para ele e apertei stop. Ele me olhou incrédulo, quando ele ia falar, o cortei novamente.
- , querido! - falei com um pingo de deboche. - Busca refri! Sua pipoca tá salgada, obrigada! - me virei para TV, sem nem deixá-lo responder, mas percebi que ele nem se moveu.
Fiquei de frente para e gritei em alto e bom som:
- VAI! - ele deu um pulo que em menos de cinco segundos chegou à cozinha.
Um tempo depois ele voltou com uma bandeja, duas latas de coca, e dois copos.
- Obrigada! - sorri em gratidão para ele, que fez uma cara confusa.
Lá pela metade do filme, eu comecei a chorar (eles estavam no carro aí ele falou umas coisas melosas, e fez uma tatuagem nela).
olhou-me assustado com minha reação, deu um stop no filme e me abraçou, logo após se afastou um pouco e perguntou suavemente:
- O que aconteceu amor? - ele olhava dentro de meus olhos com ternura.
- Você... Nunca... Fez... Uma... Tatuagem... Em...... Mim - falei pausadamente, chorando entre os intervalos.
Logo após a última palavra comecei a diminuir o choro, me olhou e falou:
- Mas você já tem uma tatuagem - falou parecendo não entender meus motivos.
- Mas não foi você quem fez! - rebati rápido, já tinha parado de chorar.
- Tudo bem, eu já volto - ele falou rápido e saiu correndo.
Não entendi bem, mas fazer o que?! O jeito é esperar.
Uns 10 minutos depois voltou, mascando chiclete, veio até mim e sentou no sof... PARAOMUNDO!!! Ai, eu não acredito que esse idiota tá mascando chiclete! É retardado mesmo.
- ! Amor, isso aí na sua boca é chiclete? - perguntei inocentemente.
- Sim! - respondeu, balançando a cabe~ça freneticamente para cima e para baixo.
- MAS EU SÓ POSSO TER GRUDADO CHICLETE DA BARBIE NA CRUZ!!!! - falei erguendo as mãos para cima. - Ok, ! Cospe - falei estendendo a mão para ele.
- Por quê? - perguntou me olhando com certa indignação.
- Porque você fica hiperativo com doce a essa hora - falei lhe indicando a minha mão com a cabeça.
- Ok - falou derrotado pondo o chiclete em minha mão que enrolei em um guardanapo - AH! Lembrei porque eu peguei o chiclete.
- Por quê?
- Por causa disto! - falou me mostrando a embalagem do chiclete.
- E daí? - perguntei fazendo pouco caso.
- Tem uma tatuagem! - ele falou empolgado. - Aonde?
- Aonde o que?
- A tatuagem!
- Ah! Escolhe você - falei olhando para ele.
- Tem certeza? - me olhou de cima a baixo, com um sorriso malicioso.
- ! - o repreendi, e ele me olhou rindo. - No pulso - falei esticando meu braço em sua direção com ele virado.
- Porque no pulso?
- Acho que vai ficar legal.
- Ok - falou abrindo um sorriso.
Doce criança iludida, é no pulso porque vai ser fácil de tirar depois.
Ele tirou o plático e colocou no meu pulso, era uma estrela prata com uns desenhos em volta rosas.
Até que era bonitinha. Eu apenas achei estranho o ter chicletes da Barbie com tatuagens, guardados.
Mas relevem. Comecei a prestar atenção no que ele ia fazer. Todo cuidado era pouco se tratando de Jonas.
Ele colocou a tatuagem no meu pulso esfregou um pouco, de repente, não pude crer no que estava vendo.
Acredita que o tonto de meu marido, cuspiu no dedo e passou em cima da tatuagem? ECA! Não falei nada.
Tinha certeza que ele ia dizer que eu tinha cortado o clima. Só que aí eu me pergunto: que clima? SENHOR, DAI-ME PACIÊNCIA!
Depois de feita a tatuagem, ele deu um beijo em cima e me olhou, sorrindo com a boca fechada.
- HSUASAHSUAHSUAHSUAHSAHUSHAUSHUA.
Não me aguentei, se você tivesse visto o que eu vi, também não se aguentaria. Ele me olhava sem entender nada e eu, bom eu não conseguia parar de rir.
- Do que você está rindo? Posso saber? - perguntou parando de pé na minha frente, com uma expressão séria, parei de rir no mesmo instante.
- É que a tatuagem grudou na sua boca! Huashuahsuahsuahsuhaus - voltei a rir, um pouco menos dessa vez.
Ele tirou a tatuagem e sentou-se ao meu lado, emburrado.
- Desculpa amor! - sentei em seu colo, e olhei no fundo de seus olhos
- Ah! , eu todo romântico, querendo te agradar, e você faz o que? Ri da minha cara!
- Desculpa amor! É que foi engraçado, hehe.
- ¬¬
- Tá! Vamos fazer assim, amanhã eu vou comprar uma tatuagem, e deixo você fazer em mim! Pode ser?
- Tá! Mas eu escolho o lugar - falou com os olhos brilhando.
- Tudo bem!
- Já sei até aonde vai ser - falou com um sorriso malicioso.
- Aonde? - perguntei inocentemente
- Acredite, você não vai querer saber - falou novamente me analisando de cima abaixo, e mordendo a lábio.
- O_O Er... , vamos ver o filme?
- Ok - falou com a cara mais deslavada do mundo, como quem nem disse, o que ele falou segundos atrás, MEDO!
Eu dei play no filme, e seguimos olhando normalmente, até que "ela contou para ele que tinha leucemia".
Depois disso eu chorava de cinco em cinco minutos, e o apenas me olhava e dava de ombros.
Cachorro, nem pra tentar me confortar, eu tenho que ter pecado muito na minha outra vida.
Parada a sessão choralitruz, ele disse eu te amo para ela, eu como acho o ator lindo-maravilhoso, apesar dos dentes tortinhos, o resto compensa, então relevem, falei:
- Eu também amo você.
- Não falei nada, mas é bom saber, saiba que amo você também.
- Ah! Não foi pra ti . Foi pro Shane West mesmo - falei apontando pra tela.
Capítulo 6.
Depois da resposta que eu dei pro Shane, o não quis mais assistir o filme e me arrastou junto com ele para o quarto. Dormimos, pois no outro dia era segunda-feira, dia de eu ir para o Hospital. Afinal, alguém tem que trabalhar nessa casa.
Segunda-feira 06h40min
Acordei como todo dia de ir pro hospital, olhei para o lado e estava dormindo todo estirado e babando no travesseiro. LINDO! *-*
Fui ao banheiro, tomei banho, escovei os dentes, me vesti e fui tomar café, mas antes passei em frente à cama para ver se ainda babava dormia. Para minha indignação, ele estava sentado na cama de braços cruzados, com uma expressão levemente irritada.
- Onde a senhora pensa que vai? - perguntou se levantando e parando na minha frente.
- Trabalhar? - respondi como se fosse óbvio.
- Mas você tá grávida.
- E daí? Estou grávida, não doente.
- Mas e se você enjoar, desmaiar, tiver desejos? Eu não vou estar lá pra cuidar de você.
- HUASUHSUHSUAHSU - ele parou incrédulo me olhando. - Amor, eu sei me cuidar sozinha não preciso de você lá, não precisa ficar preocupado - peguei seu rosto entre as minhas mãos e olhei no fundo de seus olhos. - Ok?
Ele fez bico, cruzou os braços e ficou me olhando, algum tempo depois me respondeu.
- Não - revirei os olhos -, eu quero vocês aqui, do meu lado.
- Mas , você não vai sair?
- Sim - falou desmanchando o bico e abrindo um sorriso sapeca - e vocês vão junto.
- eu tenho que ir ao hospital, e você vai me atrasar, e daí eu vou ter que sair de casa sem comer, e isso não vai fazer bem para o bebê, você não quer isso! Quer?
- Não - respondeu ele rápido. - E o que você faz aqui ainda?
- Ahn?!
- VAI COMER MULHER! - falou ele me pegando pela mão e me arrastando rapidamente para a mesa do café-da-manhã.
Logo depois da crise bipolar de , convenci-o que seria bom para o bebê ir se acostumando com o ambiente hospitalar, para não se assustar quando fosse nascer. Só o para cair nessa. Tsc, tsc, tsc.
Fui para o hospital, o trânsito estava lento, mas um pouco mais irritante do que nos outros dias. Mas tudo bem, eu relevo, o estresse não faz bem ao beb... POR*A! QUEM ESSE IDIOTA PENSA QUE É PRA TÁ GRITANDO DESSE JEITO? VIADO!
Cheguei ao hospital algum tempo depois.
- Dra. Jonas a senhora tem uma cirurgia daqui a 10 minutos. O paciente já está sendo preparado - disse uma menina que contrataram pra ser minha puxa-saco residente, que até hoje eu não sei o nome, hehe :D
Entrei na sala de cirurgia, claro não sem antes quase tirar o coro das mãos de tanto esfregar, mas tudo bem, ainda as tenho, AINDA!
Estava eu lá bem bela tirando a vida de mais um... Mentira só deixei escapar um até hoje. GRAÇAS A DEUS!
Quando de repente me veio aquele desejo.
- Milkshake de morango, não muito batido, sabe quando ficam uns pedaços do morango? Pois é, assim.
Todo mundo parou o que estava fazendo e me olhou, eu simplesmente falei:
- O que que tem? To grávida, ué! - todos voltaram o que estavam fazendo, e eu olhei para minha puxa-saco. [beta intrometida: o Word quis trocar puxa-saco por bajulador o.o]
- Pode ir, e pede pra por na minha conta, se quiser um... não pode pegar - ela me olhou, estranhando e eu sustentei seu olhar e disse um tanto quanto alto: - VAI CRIATURA!
Ela deu um pulo de susto e saiu correndo, todo mundo me olhou, mas eu nem dei bola. Eu não queria que meu filho (a) nascesse com cara de Milkshake de morango mal batido.
Continuei com minha cirurgia feliz da vida, sabendo que no final eu ia falar a frase que mais adorava:
- A cirurgia foi um sucesso - falei à família que esperava aflita, deixei-os na companhia da enfermeira e fui para minha sala.
Cheguei na minha sala e sentei, quando vejo entra minha puxa-saco com um Milkshake na mão e diz:
- Aqui seu Milkshake de morango mal batido, Dra. Jonas.
- Milkshake de morango mal batido? Você tá louca?
Saí correndo para o banheiro para fazer que? Adivinha! Quem falou em vomitar levanta a mão. Pois é colega, você acertou.
Mas o que será que deu naquela loca? Perguntava-me enquanto escovava os dentes me olhando no espelho. Quem mandou ela comprar Milkshake no horário de trabalho? Vou ter uma séria conversa com ela. Não é a toa que chamam de puxa-saco. Onde já se viu! Acho que ela queria fazer um grau comigo e olha no que deu? Só me fez ter náuseas, coisa que eu odeio...
Capítulo 7.
Depois do acontecido, fui falar com a minha puxa-saco, e ela disse que eu que tinha pedido o milkshake. Era só o que me faltava, fez burrada e não quis admitir. Atendi alguns pacientes, mas a que mais me marcou foi uma tia que disse que estava com dor no ciático, e apontava para os ombros. É cada um que me aparece, tsc, tsc, tsc.
Lá pelas 19h00min, resolvi ir embora, já imaginando o desespero de , por eu me atrasar uma hora. Fui até o estacionamento, entrei em meu carro, liguei o som, e coloquei meu cd preferido, que eu mesma gravei, quando tinha 17 anos. Começou a tocar Queen. Ah! Um clássico Don't Stop Me Now, eu me animo totalmente, nessa música. 'Cause I'm having a good time, having a good time...'
Cheguei em casa, dessa vez ao som de Son of Dork, com Eddie's Song, eu fico pensando se essa história fosse verdadeira, a criatura teria 27 filhos e não saberia. Será que é baseada em fatos reais? Óbvio que não , que ideia, deve ser a gravidez. Hum... Não.
Desliguei o carro, entrei em casa, quando olho para o sofá...
- GOOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLLL!!!!!!!!!!!!!!! - gritava e espalhava pipoca por toda sala, e nem sequer notou minha presença.
- Querido! Cheguei - falei em tom de ironia.
- Ah! Oi - falou sem desgrudar os olhos da TV, e acenando com a mão cheia de pipoca, que logo após levou a boca, cuspindo tudo por xingar, algum jogador.
Fui até ele para lhe dar um beijo, mas ele desviou a cara apontando, para TV e falando que eu estava atrapalhando sua visão. E cadê o pai preocupado nessas horas? Eu lhe respondo: assistindo a um jogo estúpido de futebol. Ui! Mas aquele jogador até que não é de se jogar fora.
- quem é aquele jogador da camisa 8 azul? é perguntei sentando a seu lado e apontando.
- Ah! É um desgraçado qualquer.
- Por que desgraçado? O que ele te fez?
- Ele ta fazendo meu time perder - falou olhando indignado o jogo.
- Ah!
- Acha pouco? - falou pela primeira vez me olhando desde que cheguei, mas logo depois olhando novamente para TV.
- Vou tomar banho - falei me levantando, já estava ficando irritada.
- Ok
Fui tomar banho, e pude ouvir durante o mesmo, alguns xingamentos que gritava, para os jogadores. Saí do banho, me vesti confortavelmente e fui comer. Até porque só agora percebi que tinha passado a tarde de barriga vazia. Devia ter tomado aquele milkshake, mas tudo bem, a gente releva.
- ! - chamei enquanto descia as escadas.
- Que? - perguntou ele aparecendo na ponta da escada.
- Acabou seu jogo? - perguntei dando um rápido selinho nele, e logo depois me dirigindo a cozinha com ele ao meu encalço.
- Claro! Se não tivesse terminado acha que eu estaria aqui dando atenção para você? - falou tão normalmente, como quem diz que vai chover.
O olhei com descrença. Quem ele pensa que é? Eu sou a mãe do filho dele. Bom, pode ser que não seja del... Não! É dele. Porque até não tem como ser de outro. Sou uma mulher fiel, tá! Porque eu to pensando isso, acho que ele ta achando que eu to louca, bom melhor falar com ele...
- Acho melhor você estar brincando Jonas - falei o fuzilando com o olhar.
"Sifu. Falou o nome inteiro, sem nem vírgula! Se bem que não tem vírgula. Ih! Ela ta me comendo com o olhar, acho melhor responder", pensou .
- Claro! Você acha que eu não te daria atenção por causa de um jogo idiota, quemeutimeganhoude4à2, UHUUUL!!!!!!!!!! NÓS GANHAMOS!!! - gritava ele pulando e comemorando a vitória de seu time, que para falar a verdade, eu nem sabia qual era.
- É, to vendo o jogo estúpido - falei mais pra mim mesma do que para ele.
- Jogoestúpido, ta de brincadeira! Foi o melhor que eu já assisti - falou me olhando incrédulo. - Se bem que o da temporada passada tava melhor. Ah! Mas teve aquele, de 2009, que também tava bem bom, acho até melhor que esse - falava baixo com a mão apoiada no queixo, como se pensasse. Nem sabia que aquela criatura pensava! - AMASVAMOSPARARCOMISSO!!! Chega de pensar, ta com fome, amor? - falou todo calmo, e com uma suavidade impressionante para quem acabara de gritar.
- Sim, vamos comer - não dei bola, para o seu pequeno surto, não tava a fim de discutir por coisa boba. Ah! E uma coisa que acabo de comprovar. O é bipolar! Sim agora tenho certeza.
- "Ronc" Sabe como é?! Pipoca não mata fome - disse ele ficando corado, coisa mais fofa. *-*
- Então porque não come outra coisa durante o jogo amor? Assim não ficaria com tanta fome - falei o olhando com um olhar doce.
- Ah! É legal olhar jogo comendo pipoca, é mais emocionante, entende? - perguntou me olhando com uma cara confusa. Quando percebeu minha cara de "não", falou: - Nem eu. Deixa pra lá vamos comer, o que você quer? - pergunto me olhando, logo depois virando-se para geladeira, a qual estava atrás dele, e abrindo-a.
- Não sei. Que tal ligarmos para a pizzaria e pedirmos uma pizza (n/a: não, pessam chucrute ¬¬] de frango com catupiry? Afinal, já são 9h e não estou a fim de comer sanduíche, então quer?
- QUERO! - já falei que ele ama pizza? Não, então aí vai! Ele ama pizza!
- Ok, você liga?
- Ah não, você liga - pois é, um homem desse tamanho, e tem vergonha de ligar para pizzaria e pedir uma pizza. OH! CÉUS ONDE FUI ME METER!
- Tá, eu ligo - fui até a sala, sentei no sofá. Logo depois apareceu e sentou ao meu lado e ligou a TV. ele não cansa, não? Peguei o telefone, disquei e pedi a pizza. Quando desliguei, recoloquei no gancho e fiquei o olhando, como ele é lindo!
A pizza chegou e é claro, o pagou. Não que eu não tivesse dinheiro, mas se ele ofereceu, por que não? Comemos a pizza... Quero dizer, eu comi, o devorou. Tudo bem que ele tava com fome, mas não era para tanto. Mas o mais engraçado foi quando ele abriu o catchup e respingou na testa dele. Foi hilário.
Algum tempo depois assistimos TV e decidimos ir dormir.
- Boa noite, amor - disse enquanto me abraçava para dormimos de conchinha.
- Boa noite - falei fechando os olhos. E alguns segundos depois de ficar sentindo a respiração quente de em minha nuca, adormeci.
Acordei no meio da note com um estrondo muito grande, de algum baque no chão. Olhei para o lado, ainda meio sonolenta e percebi que não se encontrava na cama. Inclinei-me e lá estava ele:
- !?
Capítulo 8.
- Hãm?! - olhei para o seu lado da cama e lá estava ele, estirado no piso de mármore, agarrado em um travesseiro.
- Amor, o que você faz aí no chão?
- Tô tirando um cochilo - falou num tom irônico.
- Sério? - perguntei desconfiada. Vai saber! Do jeito que o é, nem se desconfia.
- Claro, não quer vir deitar comigo? Está tão aconchegante aqui - falou convidativo.
Ameacei ir, ele levantou em um pulo. me olhou diretamente nos olhos e disse, quase num sussurro, como se ninguém pudesse ouvir:
- Acho que não vai fazer bem para o bebê - falou erguendo uma de suas sexys sobrancelha, me encarando confuso com as mãos na cintura gay.
- Você acha? - falei baixo também. Abri a boca em sinal de espanto.
- É perigoso...
Aproximei-me dele, que não recuou. Apontei para baixo, ele desviou a atenção para onde estava apontando e...
- Outch!
Sim, eu acabara de dar um "pedala" nele. rrrrrrooooobinho!
- Por que você fez isso? - ele me perguntou, alisando a nuca.
- Se eu falar que Alienígenas invadirão a Terra você....
- AAAAAAAAAH! CORRAM PARA AS COLINAS :O 'S E CRIANÇAS PRIMEIRO! - ele corria em círculos. De repente, ele parou e dirigiu a palavra a mim. - Peraí... Como você sabe? - ele chegava cada vez mais perto. - Você - apontou o dedo para mim - é - apertou os olhos - uma Alienígena?
- O_O
- A-HÃ! - ele esticou ainda mais o dedo. O que eu fiz? Mordi!
- Outch! Charlie bit my finger and it still hurts.
- Além de tudo é carnívora!
- Se você não quiser que eu morda outras partes - apontei com a cabeça para Holanda os seus países baixos. Ele recuou.
Fiz uma cara cínica e disse: - CORRE!
Ele saiu pulando como uma gazela saltitante. Agora eu sei quem olhava Bambi com Frankie. Deixei ele com seus distúrbios mentais, e fui dormir, o qual não consegui fazer por sua ausência.
- ?! Você ta acordada? - perguntou colocando apenas a cabeça para dentro da porta.
- pode entrar eu não vou te comer - apesar de não ser má ideia 6:
- Então você não é uma Alienígena?
- Não , eu sou bem normal - mais do que você, eu tenho certeza.
- Ah! - falou num tom decepcionado - e eu achando que ia ter um bebê verde :/
Capítulo 8,2.
Fomos dormir logo após o me explicar quais eram as vantagens em ter um bebê verde.
Alguns meses depois...
Estava com 4 meses e meio de gravidez, mas devido ao meu trabalho ainda não tinha tido tempo para fazer o primeiro ultrassom, mas finalmente nessa semana terei folga na quarta-feira e poderei ver meu bebê e saber o sexo, que é claro vai ser uma menina. Como eu sei? Óbvio, pressentimento de mãe.
Segunda-feira:
- BOM DIA, FLOR DO DIA! - gritou extremamente animado, adentrando no quarto.
- Hmhmhmmhmm - murmurei, com sono.
- ACORDA! ACORDA! ACORDA! - ele pulava freneticamente na cama.
- , vai catar coquinho.
- Não - ele fez bico -, não tem coqueiro no quintal. Você não quis - virou o rosto para o lado - Feia! - disse feito criança: olhou diversas vezes para mim, atirando a língua.
- Eu sei que você não acha - eu já estava sentada na cama.
- Não sabe nada.
- Mas é claro que sei!
- Como?
- Senão você não teria casado comigo.
- Ah... - ele fez a expressão pensativa - É mesmo. Sacumé, né? Afinal, sou ninguém mais, ninguém menos que o espetacular, incrível, másculo...
- , eu sei... - tentei fazê-lo parar.
- Gostoso, cat, lindo, deslumbrante, inteligente...
- ...
- Maravilhoso, estupendo, titã, o rei do...
- , CALA A BOCA!
- Mundo... - e cessou, olhando-me assustado.
- Querido, eu sei que eu sou muuuuita areia para sua carretinha, e também sei que você não é metade de tudo isso...
Ele ficou ofendido.
- Você é o dobro disso!
Sorriu de orelha a orelha como uma criança que acabara de ganhar um pirulito. big big
- Mas você sabe por que você é o dobro?
- Porque eu sou demais?
- Não! Porque você tem a mim.
- É *-*
- Então, pra ninguém se incomodar, você vai fechar a boquinha e as cortinas.
Ele me obedeceu. Pau mandado
- O que mais, meu bebê? *-*
- Agora, você vai deitar aqui - bati no colchão e ele deitou.
- Ok - disse com um meio sorriso. Eu também voltei a deitar e o abracei.
- Fecha os olhinhos e dorme.
- Não to com sono.
- Tenta. Porque segundo o meu relógio aqui do lado ainda são - arregalei os olhos - 6:30 AM, SEU DESGRAÇADO!
- Opa, opa! Bateu um soniiiinho. Vamos dormir? - ele disse na maior cara lavada.
Bufei, mas decidi relevar toda aquela agitação. Então, apenas dei um beijinho no seu rosto e dormimos abraçados.
Capítulo 9
Terça-feira:
Ontem eu e passamos o dia todo em casa, é foda não ter o que fazer!
Hoje eu tenho uma cirurgia, e coitado do se ele me incomodar. 8h tenho que estar no hospital e agora é 1h e eu não fui dormir. Dou uma bala para quem adivinhar o porquê! Sim, o pateta do meu marido ainda não terminou com as baterias.
- vamos dormir – falei para ele em tom de suplica.
- Só mais um pouquinho – disse concentrado.
- Você esta falando isso há uma hora.
- Mas vai dormir mulher já que te incomoda ficar comigo – disse ele já se estressando.
- Mas eu não consigo sem você – comecei a chorar baixo e corri para o quarto.
Algum tempo depois entrou calmamente no cômodo, deitou-se ao meu lado me abraçando e falou:
- Desculpa amor! – disse me olhando com cara do gatinho do Shrek.
- Tudo bem, mas promete não fazer mais isso, pois você sabe que se eu me estressar fácil assim pode fazer mal pro bebê!
- Eu prometo que não vou mais jogar Tetris até tarde, ok?! – perguntou lançando aquele olhar de arrependido.
- Ok! Te amo.
- Também te amo, boa noite – disse me dando um rápido beijo.
Apenas me acomodei em seus braços e dormi. O que um chorinho não faz hein?! É por isso que cada vez gosto mais de estar grávida. O parece mais sensível que eu, é tão meigo *-*. Mas agora vou dormir por que... PUTAQUEPARIU! Oops, TENHOUMACIRURGIAAMANHÃ!!! Ok. Calma vai ficar tudo bem, é só... CALA BOCA Ô PENSAMENTO E ME DEIXA DORMIR!!! Calei-me.
- Bom dia! – acordei as 7h e estava acordado me olhando.
- OOOooOiiIIiiI!!! – disse com uma cara hãn... Estranha.
- você não fez o que eu estou pensando, fez?!
- ...
- Eu não acredito que você fez isso logo de manhã Jonas.
- Mas é quie deuuu uuumaa vooontadiiiii!!!!
- Quantas vezes eu vou ter que te explicar que você não pode fazer isso de manhã ?! – falei indignada.
- Eu sei, mas... Ta me dando um soninho – logo após falar isso deu um bocejo, novamente deitou-se e dormiu atravessado na cama.
Tomei meu café calmamente, olhei no quarto e o ainda estava dormindo, não sei porque ele insiste em comer chocolate pela manhã sempre dá nisso. Da última vez que ele fez isso era pra irmos até a casa da Denise...
Flash Back on
- VAMOS NOS ATRASAR!!! – berrei já da porta.
- Tô indo, ô coisa apressada.
- Jonas o que você esta comendo?
- Chocolate! – deu um sorriso sapeca.
- De manhã ?! Poxa, você sabe que não pode – disse já saindo de casa, finalmente!
- Eu sei, mas era a única coisa que tinha pra comer – falou dando de ombros.
- eu fiz compras ontem, ta cheio de coisa para comer – falei irritada, já sabendo onde aquilo iria acabar.
- Mas era a única coisa rápid... – não conseguiu terminar a frase, pois deu um bocejo.
Entramos no carro e fomos para a casa da Denise, chegamos lá às 10h15min mais ou menos. Entramos e cumprimentamos todo mundo, até que lá pelas 10h45min o levanta e diz:
- Vou subir pro meu quarto, com licença.
- Porque você vai subir querido? – perguntou Denise aflita.
- Comichocolate! – falou rápido e saiu correndo, também se ficasse ia levar à bronca.
Tsc, tsc, tsc. Eu falei que sabia como isso ia acabar, pois bem, como toda briga de casal acabou na cama.
Flash Back off
Cheguei ao hospital ás 7h55min, mandei prepara a paciente que por sinal era uma [risca]criatura[/risca] criança, chata que só ela, tudo ela perguntava, qualquer coisa ela tinha que saber no mínimos detalhes. Ela certamente irritava, mas chegava a ser engraçado.
- Bom dia Lisa! – entrei no seu quarto e a cumprimentei.
- Bom dia Dra. Jonas! E por favor, me chame de Senhorita Montgomery – disse Lisa me olhando com uma cara superior, me segurei para não rir.
- Ok Senhorita Montgomery, está pronta para sua cirurgia?
- Eu nasci pronta Dra. Jonas.
Às vezes desconfio, e muito que ela tenha apenas 9 anos. Chamei a enfermeira para prepará-la e depois levar ela à sala de cirurgia. Enquanto isso foi checar seus exames pela última vez antes do procedimento, estava tudo bem. Hora de ir ver a Lisa ou devo dizer Senhorita Montgomery? Husuasuasahusah, essa criança me mata de rir.
- Olá Senhorita Montgomery! – entrei na sala de cirurgia ela já estava deitada.
- 2+2=5, eu asso que num to mal – e eu acho que ela está anestesiada.
Ela dormiu e logo depois começamos o procedimento, correu tudo bem durante a cirurgia.
Estava chegando ao restaurante no lado do hospital para almoçar, quando meu celular tocou.
- Alô!
- Ah! Que alívio você está viva!
- , é você?
- É claro! Não reconhece mais minha voz?
- Não é isso, só fica estranha no telefone.
- Pois é, a sua também não fica das mais bonitas... Mas fazer o quê? Casei tem que aguentar e...
- !
- Oi?
- O quê você quer?
- Eu te liguei 15 vezes, ô! 15 vezes.
- Mas não tem nenhuma chamada sua no meu telefone.
- Sério?! Então é por isso que em uma das ligações, uma mulher atendeu me xingando e mandando parar de ligar para o celular do finado marido dela. É cada loco que me aparece!
- Ok! Eu vou almoçar, tchau!
- Tá! Tch... Espera! Não desliga!
- O que foi agora?
- Onde você vai almoçar?
- No restaurante ao lado do hospital.
- Me espera que em 15 minutos eu to lá, ok?
- Ok! Beijo
- 1.000 Beijos, te amo.
- Também te amo.
Capítulo 10
Entrei no restaurante, me dirigi a uma mesa e sentei, esperando . Fiquei observando uma família sentada alguns metros de distância de mim, eles pareciam feliz. Havia uma mulher na mesa e duas crianças, o pai delas deveria estar no banheiro, já que constava uma jaqueta cuecão de couro na cadeira ao lado da mulher.
- Bu! – disse pero de meu ouvido fazendo-me arrepiar.
- Oi!
- Porque você não se assustou? – perguntou enquanto sentava-se a minha frente parecendo emburrado.
- Porque eu ouvi você chegando, querido!
- Ah! Sem graça – falou com a cara fechada.
- Hum... O que você quer comer?
De repente ele abriu um sorriso tão grande que achei que ia ficar cega, com seus dentes exageradamente brancos. Começou a falar e analisar comida por comida falando o que eu podia e não podia comer através de seu ponto de vista por causa do bebê. Digo e repito. Ele é bipolar!
- !
-... E daí você poderia ter uma síncope, e...
- !
- Que mulher?
- O que uma síncope tem a ver com gravidez?
- Não sei, é só uma possibilidade – o garçom aproximou-se e instantaneamente parou de falar. Graças a Deus!
O garçom deixou os pedidos na mesa, e começou a comer sem dar um pio.
Deixamos o restaurante logo após acabar com o estoque de sorvete do mesmo. Estava indo em direção ao hospital com ele ao meu encalço.
- Querido! – perguntei parando de repente e virando para encará-lo, nisso já estávamos na calçada do hospital.
- Sim?
- Você vai para casa, né? – fiz uma pergunta, quase afirmação.
- Hum... Não sei – falou fazendo uma cara de confuso.
- É porque agora eu vou trabalhar.
- Por quê? Você trabalha quase 24h por dia – falou fazendo uma carinha de dar pena.
- agora são 14h, meu trabalho vai começar daqui a pouco.
- Mas você trabalhou de manhã – falou fazendo uma cara óbvia.
- Sim, mas eu também preciso trabalhar de tarde
- Eu trabalho de manhã, e não trabalho de tarde. Quando eu trabalho de tarde, foi por que eu não trabalhei de manhã.
- Claro, sua profissão não é salvar vidas – estava começando a me irritar.
- E a sua é?
- Ai meu Deus! Dai-me paciência, é claro que é fofo – falei em um tom irônico.
- Há! – apontou o dedo para mim – eu sabia!
- Sabia o quê ?
- Você usa o hospital como disfarce – falou se aproximando e diminuindo o tom de voz cada vez que chegava mais perto – você na verdade é uma... – parou de falar e ficou me olhando. Ele estava perigosamente perto, ai! Que boca.
- Eu sou o quê? – falei logo após acordar do transe, causado sua proximidade.
- Uma espiã – falou em um tom muito baixo, por pouco não ouvi. Ele olhava para os lados, como se estivesse procurando algo.
- você está bem? – falei botando a mão na sua testa.
- Huasuhsuahsahsuahuash – desabou a rir, mas parou algum tempo depois me encarado. – Eu estava brincando, pode ir trabalhar tenho coisas para fazer em casa.
- Ok – demos um beijo e enquanto eu adentrava o hospital foi em direção ao carro.
Achei estranha sua reação porque conhecendo o , bom ele armaria explicação do porque dele chegar a essa conclusão e depois iria procurar a bomba dentro do casaco que ele usava. Com certeza isso foi estranho! Talvez ele tenha batido a cabeça de novo e voltado ao normal, pois a primeira vez que ele bateu foi quando caiu do berço.
Autora (MARA!) narrando on
Enquanto isso nas movimentadas ruas daquela cidade. Havia um homem, qual tinha feito uma descoberta assustadora, pois é senhora e senhores. Ele descobriu. Agora não sabia o que fazer. Estava na hora de agir, uma hora ou outra isso iria acontecer, não é?
- E agora o que eu faço? – falava com olhos perdidos no trânsito.
- Dobre a direita na rua “Oh Shit!” – respondeu Anne a aquele pobre homem indeciso.
- Eu sei Anne, eu sei. Você sempre repete isso, mas não é o que eu quero saber – falava o homem, aflito, com Anne – é ela o problema, poxa ela devia ter me contado.
Enquanto seguia para sua residência o homem pensava, era agora ou nunca, ela iria se entregar, ela teria de falar toda a verdade.
Epílogo
Em um certo hospital, uma extraordinária médica fazia seu trabalho de tirar salvar vidas. Seu turno estava
acabando, ela iria para casa encontrar seu maravilhoso marido. Tá bom! Nem tão maravilhoso assim, mas para ela
era...
- Doutora Jonas, creio não ter mais pacientes, se a senhora quiser ir embora, pode ir.
- Ok, obrigada.
Autora (MARA!) narrando off*
Saí do hospital às 19h e 15min, peguei meu carro e me dirigi para casa. Claro que para minha grandiosa sorte o trânsito estava um caos. Aiai... Que vontade de tomar vitamina de tomate com salsinha e azeite de oliva, hum... Acho que não!
Cheguei em casa meia hora depois. O trânsito estava ótimo, só que tinha um filho de uma égua na minha frente que
parou no meio da rua para conversar com a traveco da namorada! Resumindo, a vida, ou melhor, os carros conspiravam
contra mim.
Abri a porta e caminhei até a sala. Mas peraí?! O que é isso? Um barbante preto, esticado. Uma única intenção:
algum babaca cego tropeçar. Que tipo de idiota usa um barbante preto para causar danos físicos em uma pessoa?
Ahn...
Ah, claro! Meu exímio marido. Imbecil. Acéfalo.
Pulei o barbante e subi as escadas lentamente a procura daquele ser desprovido de inteligência. Sabe cume... O
seguro morreu de velho!
- AAAAHÁ! – apareceu do nada.
Ele pulou na minha frente. Trajava uma roupa preta e segurava uma arma de jorrar água. Parecia um ninja. E eu me
pergunto: Porque diabos eu ainda o acho sexy?
- Er, querido?
- Eu já sei de tudo, agente 0098 – sua voz estava calma e firme.
Não parecia normal – como se ele fosse normal -, e isso me assustava.
- Tudo o que?
- Você – ele olhou para os dois lados, certificando-se que não havia ninguém por perto – é – deu a volta e
sussurrou no meu ouvido – uma espiã.
Mesmo com toda aquela maluquice. Mesmo com suas atitudes imaturas, eu não resisti. Virei-me bruscamente e puxei
sua nuca com força. Nossos lábios se encontraram com desejo e se desfez de sua postura infantil e outra, muito
mais viril tomou posse de seu corpo; quanta testosterona.
Era o meu de volta...
Ei, você aí! É, você mesmo! Já estudou química? Então você conhece as propriedades gerais da matéria. Sabe a teoria da Impenetrabilidade? Aquela que diz que duas porções de matéria não podem ocupar o mesmo espaço geográfico ao mesmo tempo? Puro mito. Tio Heráclito que nos desculpe, mas acho que eu e acabamos de quebrar essa regra.
- Tá com fome? – perguntou, abraçado em mim debaixo dos lençóis.
- Muita.
- Ah, tinha esquecido que você está comendo por dois.
De repente ficou lúrido.
- O BEBÊ! – gritou com o semblante assustado.
- É ele – falei apontando para minha barriga de cinco meses.
- Eu machuquei ele – andava freneticamente de um lado para o outro com as mãos na cabeça.
Parecia um disco riscado. Se não fosse tão tosco, eu diria que essa preocupação era fofa. Mas ele estava me
irritando.
- , para de besteira – pedi.
Ele parou de andar e sentou na ponta da cama, me fitando com uma carinha de dar pena, mesmo que ele não fosse...
Como é o nome daquele animal que come galinha?
Ah, galo!
- Vamos pedir uma pizza? – falei na tentativa de mudar de assunto.
- Yes! – ele deu um soco no ar. (n.a: CHUCRUTE! Piadinha interna ;)
Saiu correndo escada abaixo e eu sorri com sua pressa. Eis que ouvo ouço um barulho no andar inferior.
POFT!
HAHAHAHA! Onomatopéia igual as da revistinha da Mônica.
Ok, saindo do Bairro do Limoeiro e voltando para... Ah! Achou que eu ia dar o endereço, né? Nem a pau
Silvio! Não me chamo Jonas, mas se fosse homem, hum... acredito que seria um nome sensual
seduction, como o proprietário.
Proprietário... ELE É UMA LATA DE ERVILHA? :O maxine <3
Falando sério, eu acho não, tenho certeza que, aquele energúmeno tropeçou na própria estupidez, leia barbante, e
adivinha... se espatifou no chão :O, não brinca! Deer, mentirapetinha!
Desci as escadas correndo, apesar de tudo, e tudo mesmo, eu ainda zelava por . Chegay, mais Che do que gay, e
ele estava todo enrolado no barbante PRETO.
Não aguentei e desatei a rir. Mas ri pacas, tchê! Que barbaridade. Puta bagualeza. Era federal a coisa.
Enfim, ajudei a sair daquela enrascada, ou seria enroscada? Hahahaha! Entedeu? Não? Se fudeu! Pedimos uma
pizza metade quatro queijos e metade estragaobofe. Sim, pois o teve uma dor de barriga depois. Coitado.
Mentira. Quáááá, bem feito!
Bati na porta do banheiro.
- ? Tudo bem, aí? – eu perguntei reprimindo o riso.
- Aiii – ele gemeu. – Tudo – ele disse como se estivesse morrendo.
- Tem alguma coisa que eu possa fazer por você?
Pra que fui perguntar...
- Segurar minha mão? – ele falou e eu rolei os olhos – Acho que sou eu quem vai ter um bebê.
- Ew!
Sai dali com a maior cara de nojo. Depois dessa vou interditar o banheiro por um mês – sem falar do encanador.
Alguns meses depois...
- AAAAAAAAAAAAAAH! – eu gritava.
- Força, querida. Você está quase lá – dizia me apoiando.
- ALGUÉM ME DÁ, AAAAAAAAAAH, PORRA DA MORFINAAAAAAAAAAA! – gritei novamente.
Aquele momento era difícil, porém, emocionante.
Alguns minutos depois ele estava em meus braços. Sim, ele. Jonas. , ao meu lado, estava tão emocionado
quanto eu. Era um momento especial, que esperamos ansiosamente durante nove meses. O lembraríamos para sempre.
sorriu largamente para mim e eu retribui. Pegou a pequena mão de nosso filho e começou a brincar com ele. Pode
parecer tolo, mas acredite ou não, era a cena mais linda que eu já presenciei. Droga de hormônios!
- Quem é o galotão du papai? Ahn? Ahn? Fala pu papãi!
- – eu falei sem controlar a risada. – Ele não vai te responder.
- Mas ele é tão gamante *-*
- Eu sei – respondi admirando o pequeno ser em meus braços. – Ele é seu filho, meu amor – meus olhos transbordavam.
- Nosso filho – ele corrigiu. – Eu te amo, plenamente – acariciava meu rosto.
- Eu também – respondi.
E me beijou.
Logo a enfermeira chegou para pesá-lo e fazer o teste do pezinho. Relutante, o entreguei para ela. Uma hora
depois, estávamos a caminho de casa. Agora como uma família completa.
Dois anos depois...
- Bom trabalho, Jonas – ele me parabenizava.
- Estou aqui para fazer o meu melhor – sorri em agradecimento.
Nunca soube seu verdadeiro nome. Ele se escondia por trás de uma escuridão absoluta naquela sala iluminada por
uma lâmpada fraca que piscava, tornando-a um pouco mais gélida e sombria.
Cheguei em casa e estava no chão da sala brincando com . O meu bebê tinha crescido tão rápido. Bastou
eu piscar. Cheguei perto para ver o que estavam fazendo. Notei que ambos estavam sujos de tinta.
- Mamãe – sorriu, ainda com poucos dentes. O que era extremamente encantador.
- Oi, meu anjo – beijei o lado de sua bochecha que estava limpa.
No chão, alguns papéis pintados com desenhos abstratos.
- Meu amor – dei um longo beijo em .
Ele molhou o dedo na tinta verde e passou no meu nariz.
- ! – o repreendi.
Incrível como ele não mudara. deu de ombros e riu. Ele era um ótimo pai.
- Junte-se a nós, mamãe – pediu.
Olhei para ambos. Por um momento aquela bagunça pareceu tão convidativa e interessante. Passamos o resto da
tarde pintado e brincando. Fazia tempos que não me divertia tanto.
O tempo passava e a cada dia, meu filho ficava maior. Foi assim, que eu e decidimos ter a Sophie.
desistira daquela bobagem sobre eu ser uma espiã.
Nem tão bobagem.
- Amor, você tem certeza que consegue cuidar dessas pestes sozinho? – eu perguntava ao fechar mais uma mala.
Sim, eu ia viajar. Negócios.
- Tenho certeza! Eles nem são tão pequenos assim.
tinha 10 anos e Sophie 4.
- Vou me atrasar! Preciso ir – disse descendo as escadas. – Você já foi ao mercado?
- Fui.
- Ótimo. Não se esqueça das coisas que te falei.
- Certo. O tem uma festa amanhã e todas as noites, eu tenho que ler ‘A Bela e a Fera’ pra Sophie antes de
dormir.
- Aprendeu direitinho – sorri.
- Tchau meus amores! – dei um beijo em cada um dos meus filhos. – Eu amo vocês.
- Também te amamos, mamãe! – Sophie respondeu. sorriu galanteador.
- Cacete! Como você cresceu e a cada dia parece mais com seu pai – abracei fortemente ele. – Cuida deles pra
mim? – pedi e ele assentiu. – Você tem mais juízo que seu pai – sussurrei e ele riu.
- Mamãe, o que é ‘caxeti’?
- Algo que você só vai saber depois dos 30 – disse sério e eu gargalhei. – E eu? Não ganho meu beijo de
despedida?
- Ganha – fiz que sim com a cabeça. – O mais longo e o melhor.
Entrelacei meus braços no seu pescoço e o beijei com vontade. Não o veria por uma semana. fez uma cara de
nojo e Sophie bateu palmas.
Me despedi novamente, bati a porta de casa e segui até o carro que me esperava na esquina.
- Tudo certo? – Josh perguntou antes de arrancar.
- Não se preocupe, o tem a imaginação fértil, mas ele nunca vai desconfiar.
- Ótimo – ele disse quando o celular que estava no painel vibrou.
- Posso? – perguntei e ele assentiu. Atendi o celular e no outro lado da linha estava ele - Jonas na
escuta. Qual é a próxima missão?
- De volta à ativa, agente 0098.
“ ainda me traz café-da-manhã na cama. Ele ainda me acorda com um beijo. Ele ainda acha que meu cabelo fica melhor quando está bagunçado. Eu ainda não acredito que ele existe Ele é muito bom para ser verdade e eu acho que devo ter feito algo extraordinário para merecê-lo. Ele ainda escreve meu nome em sua mão, quando eu piro ele me entende. Ele continua com suas paranóias infantis, as quais eu sempre perco o reflexo para resistir. A banda dele continua, eu amo as músicas que ele escreve, ele ama os filmes que eu gosto. Essa nossa química não deixou de existir, só faz aumentar. Ele não cansa de me consolar quando estou deprimida, nunca deixou de me amar. Há um lado ruim nele? Então, eu não vi. Incrível. E é por isso, que mesmo com vinte anos de casados, eu ainda não me acostumei com isso.”
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N/a Marieli: O post mais demorado, eu sei. Então, eu peço desculpas pelo atraso. A fic acabou e eu espero que vocês tenham gostado :D Eu, particularmente, amei! Beijos e até a próxima, se tiver. Amo vocês <3 AH, LEIAM A WEIRD WORLD *-* É MARA!
N/a da Beta - Nathi: Acabou :/ vou me autocreditar o Epílogo USAHDUISAHD, eu ajudei *-* então se vocês estranharam a narração foi por causa minha. Achei muito fofo esse final. Como vocês podem ver, nós estávamos bêbadas, tem muita bobagem escrita aí, mas tudo com um só objetivo: divertir vocês. Enfim, obrigada a quem não nos abandonou :D amamos demais vocês <3 Beijos e aqui me despeço de mais uma fic i.i
A Nathi é minha Beta-reader. Agradeço a paciência dela, a boa vontade de scriptar eunãosei e usar a conta dela pra minha fic. Então, leiam as fics dela aqui
ou aqui!
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