I could get used to this


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Parceria Nathi&Nana.

-

You make me breakfast in bed (Você faz meu café da manhã na cama)
When I'm mixed up in my head (Quando eu estou confusa)
You wake me with a kiss (Você me acorda com um beijo)
I could get used to this (Eu poderia me acostumar com isso)

Meu nome? Jonas. Sim, J-O-N-A-S! Casada a menos de 1 ano (10 meses, para ser precisa) com Jonas, ou simplesmente . Não temos filhos e nem planejamos isso para tão cedo, mas quem sabe? Ainda estou me acostumando com a idéia de viver ao lado de uma estrela mundialmente cobiçada. Se pensa que é fácil, está totalmente enganada. Confusa em meus pensamentos e sonhos, ele me acorda com um beijo. Mais um insignificante domingo.
- Bom dia, amor. [n/a Nana: a mortadela tá cara no Nacional! Hahaha. Oi, não resisti. :B] [n/a Nathi: primeira n/a e ela já fala inutilidade ¬¬]

Tá, nem tão insignificante assim, se você é acordada pela pessoa amada.
- Bom dia. - um sorriso leve em meus lábios.
Olhei rapidamente para suas mãos e como de costume ele trazia-me um café na cama. não me surpreendia mais com seu romantismo. E como se eu já não soubesse, apontei à bandeja.
- Pra mim?
- Sim, é claro. - ele fez uma cara óbvia e deu o melhor sorriso a lá Jonas.
Óbvio porque morávamos somente os dois naquela casa. Por enquanto.
Sentei-me na cama e arrumei o travesseiro de modo a apoiar as costas nele. colocou a “mesa” na cama e eu bati ao meu lado pedindo para que ele me acompanhasse.
Sentou-se e ligou a televisão, no canal de esportes. Encarei-o com uma sobrancelha arqueada e logo dei uma gargalhada pela reação dele em trocar para um canal de fofocas.

“Revista People elege como casal do ano: e Jonas. Há boatos de que eles planejam aumentar a família. Será?”

- Começaram cedo, hoje.
- O que acha de seguir a dica deles? - ele tinha um olhar convidativo e sedutor.
- Hum... boa idéia. Só que mais tarde. Daqui a pouco você tem uma entrevista.
Ah, esqueci de contar que me formei em medicina.
- Pois é... Mas tem tempo ainda. Então, vamos conversar?
- Ótima idéia.
- Sobre o que quer conversar?
- Lembra de como nos conhecemos? Foi um tanto... esquisito. - eu fiz uma careta.
- Inusitado, pra falar a verdade. - ele pausou - Ah, mas foi engraçado.
- ! Engraçado porque não foi você o obrigado a atender o seu irmão no hospital por causa de um maldito estágio. [n/a Nana: ser estagiário é foda!]
- Eu poderia me acostumar com isso. - incrível era o sarcasmo em sua voz.

You think I look the best (Você acha que eu fico o máximo)
When my hair is a mess (Quando meu cabelo está uma bagunça)
I can't believe you exist (Não consigo acreditar que você existe)
I could get used to this (Eu poderia me acostumar com isso)

*Flashback on*
E aqui estou eu, no 1º ano de estágio nesse hospital. Estagiário sofre amigo. Eu aqui, estagiando, para medicina e me mandaram em uma Starbucks, buscar café. Folgados!
Entrego as bebidas a tempo de ver uma senhora aos prantos, enquanto um homem, que aparentava ser seu marido preenchia uma ficha.
A compulsividade do choro dela dava a entender que alguém tinha morrido. Tamanha é a burocracia na merda desse hospital! Não respeitam nem a dor alheia e obrigam as pessoas assinarem as porras desses papéis para depois cobrarem.
Nisso passa a Dra. Grey. [n/a Nana: eu assisto Grey’s anatomy. Todas as quintas, no SBT; quemmeperguntou?xD] Ela estava indo em direção à mulher.
Mais estúpida é a minha curiosidade, fiquei atentamente observando o que conversavam, a fim de escutar. Ao que escutei a mulher chama-se Denise e o seu - agora confirmado - marido, Paul. Assustei-me ao ouví-la chamar pelo meu nome.
- , venha cá. Tenho um novo caso para você - fitou-me com os olhos azuis.
Êpa! Vamos abrir um morto! Lálálálá (8). Fui feliz, afinal, sempre tive curiosidade em fazer uma necropsia. Não que eu seja louca, mas é muito emocionante.
- Dra. Grey? - falei num tom interrogativo.
- , esta é Sra. Denise Jonas. - virou-se para a mesma.
- Denise, está é a Dra. . Ela ficará responsável pelo caso de seu filho.
Explicou-me o caso. Ao que percebi, o garoto era diabético. E não, ele estava bem vivo. Droga! Eu estava tão empolgada na hipótese de trabalhar sozinha com um cadáver. A “criança” confundiu doces. Comeu o chocolate comum ao invés do diet. Idiota ¬¬. Grey virou-se para mim e disse:
- Dra. , por favor, acompanhe-os até o quarto 403 na ala oeste. - passou a ficha, para que eu pudesse analisá-la.
- Vamos? - sorri simpática para Denise e Paul e eles retribuíram.
Fomos em direção ao quarto e constatei que errei feio ao chamá-lo de criança. Não posso negar, ele é muito atraente. Cabelos cacheados e aqueles olhos “apertadinhos” dando um tom extremamente sexy ao seu rosto. Seus pais saíram do quarto, para dar um telefonema. Avisar alguém, eu acho.
- Como se sente Sr...
- Nicholas.
- Nicholas?
- Melhor agora. (6)
- Claro, depois de várias injeções de insulina deveria estar melhor. - ignorei a cantada dele e fiz uma cara de intelectual.
- Hum... Quantos anos você tem? Diga-me algo sobre você.
- Se eu te contar, terei que te matar depois...
- Injeção letal?
- Seria uma boa.
Rimos. Ele até tem senso um bom senso de humor.
- Quando eu saio daqui?
- Nicholas...
- Nick! - repreendeu-me.
- Nick, talvez depois de amanhã. Temos que restabelecer a sua glicose.
- Não me disse seu nome.
- Pra que?
- Quero saber, ou prefere que eu te chame de Doutora?
- Ahn... - pensei por um instante. - Doutora, nada mal. Soa bem profissional.
Ele riu.
- Então não fale.
- Melhor assim, sem muita intimidade. [n/a Nathi: Dá ele pra mim então *-*’]
- Mas eu realmente queria saber...
Antes de ele terminar aquela frase, um ser totalmente fantástico e irresistível adentra no quarto, acompanhado pelos pais dele. Nervosa, soltei:
- .
Ele deu um sorriso vitorioso enquanto o garoto, supostamente irmão, discutia com os pais sobre não ter tido tempo de fazer uma... chapinha?
- ! - Denise repreendeu-o.
Hum, ... nome forte, eu gostei.
- Nickzão! The president! Nick J! - Ele gritava descontroladamente enquanto esmagava o irmão numa tentativa de abraço.
- Menos , bem menos.
Uma criança aparece na sala e fala algumas coisas que eu não prestei atenção. Só vi ele correndo em direção a Nick, de braços abertos. Mas isso não importa, minha atenção estava totalmente voltada a ele. . Belos olhos ele tem. Perdida em pensamentos, ele fala comigo.
- Tá tudo bem?
- Desculpe. Eu vou deixá-los a sós. Volto em alguns minutos para checar seu nível de insulina.
Saí daquele quarto um tanto atordoada por ter me concentrado mais em do que no próprio paciente.
Sentei num dos poucos bancos afastados que tinha perto do bebedouro de água. Não tenho certeza de quantos copos bebi, mas foram mais de 5.
Um indivíduo aproxima-se e senta ao meu lado.
- Acho que não me apresentei. . - Estendeu a mão em minha direção.
- . - estiquei-a e ele me puxou de leve para um delicado beijo na bochecha. [n/a Nana: eu teria agarrado... - quem não agarraria?] [n/a Nathi: uma lésbica? /euri]
Estremeci por dentro. Espero que ele não tenha percebido essa tal corrente elétrica que atravessou meu corpo.
- Quantos anos você tem? - perguntou-me.
- Porque todo mundo pergunta isso?
- Não era minha intenção ofender.
- Não ofendeu, eu juro.
- É só que, você parece muito mais nova do que imagina.
Ri de leve.
- Seu cabelo...
- O que tem ele? Sei que tá desarrumado.
- Eu acho o máximo. O seu cabelo bagunçado fica o máximo.
Senti meu rosto corar.
- Obrigada. O seu também.
- Valeu. Você deve ser bem ocupada aqui dentro, quero dizer, não tem muito tempo pra sair com alguém, digo, com amigos...
- É um convite pra sair? Se for, funcionou.
- Er... aceita?
- Claro, aonde você vai me levar?
- Pra jantar? Sábado? Às 9 horas?
- Ótimo.
O celular dele vibrou. Bom saber que ele respeita o hospital. Ele hesitou em olhar para a tela.
- Estão me chamando. A propósito eu não sei seu número nem aonde mora.
Expliquei meu endereço e dei o número do meu celular pra ele. Me despedi dele com outro beijo na bochecha.
Ah meu Deus! Não acredito que ele existe. Tão... perfeito. Essa boa! apaixonada? Ainda mais à primeira vista? É ruim... ou ótimo (?) Não sei.
Eu poderia me acostumar com isso.

Because I know you're too good to be true (Porque eu sei que você é bom demais para ser verdade)
I must have done something good to meet you (Eu devo ter feito alguma coisa boa para conhecer você)

Dois dias cuidando de Nick. Liberei-o. E eu achando que ia fazer uma necropsia. Ainda bem que eu estava enganada. Ia ser desperdício com um garoto como esse. Hoje é sexta e amanhã é meu encontro com . Vou mudar, é muito formal. Um apelido bom é . Droga, eu não tenho roupa! Novidade. Engraçado é que eu já ouvi o sobrenome Jonas em algum lugar. É muito familiar.
Uma coisa boa: amanhã é meu dia de folga! Vou poder vagar muito no shopping e no salão. Preciso de roupas novas, mas dessa vez vou às compras sozinha. Sem ninguém pra dar opinião.
Fui pra casa exausta, já era tarde, quase meia-noite e estou morta de fome. Coloquei uma música calma enquanto eu colocava uma pizza no forno. Ao som de Jack Johnson tomei um banho rápido e quando saí ela já estava pronta. Legítima comida de preguiçoso.
Comi a pizza acompanhada de uma gelada Coca. Estava tocando ‘All at once’, ainda Jack Johnson. Têm músicas mais calmas e relaxantes do que as dele?
Lavei a louça, desliguei o som e resolvi deitar. Não consegui dormir antes de pensar em tudo o que tinha pra fazer. Mas não pensei só nisso, pensei em algo à mais. Claro que esse algo tem nome: . A deliciosa fragrância que ele usava naquele dia ainda perturba meus sentidos. Eu sei, ele é bom demais pra ser verdade. Por fim, dormi um sono sem sonhos.

Levantei cedo para começar a minha caçada à roupas. Comi rapidamente alguma coisa e escovei os dentes. Peguei minha bolsa, tranquei a porta e fui em direção ao estacionamento e saí com meu carro.
A manhã foi corrida, mas ao meio-dia, vou confessar: meu carro estava lotado de sacolas e dentro de mim uma sensação de dever cumprido. Almocei num restaurante rapidinho e continuei minha jornada, agora em busca de sapatos. Em 5 horas eu deveria estar no salão de beleza. Tenho sorte, na primeira loja que entrei comprei 2 pares lindos. Havia tempo o bastante para fazer mais coisas. Tomei um sorvete e comprei mais coisas. No horário combinado fui arrumar o cabelo e fazer uma maquiagem. Em casa, tomei cuidadosamente um banho com touca para não estragar o cabelo e a maquiagem.
Vesti minha roupa e retoquei o rímel, o blush e o gloss. 10 minutos e estaria aqui.
Sentei impaciente no sofá e aqueles 10 minutos pareceram 10 dias. Mas ele estava ali. Tocou a campainha e eu abri a porta.
- Nossa. - ele disse boquiaberto. - Você está deslumbrante.
- Obrigada. Você está lindo. - não pensei em nada melhor para dizer.
Guiou-me até o carro e abriu a porta para mim. Completo cavalheiro.
- Senhorita? - disse ele num gesto para que eu entrasse.
Eu só ri.
Chegamos no restaurante, estava bem movimentado. Vários casais jovens ali dentro. Antes de entrar ouvi um barulho e me assustei.
- Ah não. - resmungou ele. - Já começaram.
- O que houve?
- Papparazzis. - revirou os olhos.
- Ah. - respondi indiferente.
Jantamos tranqüilamente. Ele é uma boa companhia. Boa não! Ótima. Ambos com as mãos apoiadas da mesa e involuntariamente elas tocaram-se.
- Desculpa.
- Não foi nada. - respondi sem graça.
Para minha infelicidade o meu celular toca. Emergência do hospital. Mas o que querem comigo? É meu dia de folga! Atendi, deveria ser sério.
- Sim. Tudo bem. Estarei aí.
Desliguei com uma expressão entediante.
- Algum problema?
- Me perdoe, eu queria realmente ficar aqui...
- Eu te levo. Não se preocupe.
- Obrigada.
Ele pagou a conta e já na entrada do hospital.
- Me perdoe novamente ...
- Eu entendo.
- Então, tchau. - eu disse.
- Er... tchau.
Estava pronta para mais um rotineiro beijo na bochecha mas ele sem querer - eu acho - virou o rosto e acabou tornando-se um selinho demorado, passando para um romântico beijo.
Ambos estavam com vergonha. Desci do carro, com um sorriso idiota para alguns, mas para mim, apaixonado. A tempo de ouví-lo dizer:
- Eu ligo mais tarde. - desenhou um coração no ar.
Eu devo ter feito alguma coisa boa para conhecê-lo. Ou merecê-lo, tanto faz.
Extremamente romântico. Eu gosto de caras assim, pelo menos eles têm coração.

'Cause you wrote my name across your hand (Porque você escreveu meu nome na sua mão)
When I freak you understand (Quando eu piro, você entende)
There is not a thing you miss (Você não perde nada)
And I could get used to this (E eu poderia me acostumar com isso)

- Não perde tempo .
Dra. Grey caminhava em minha direção.
- É, cheguei rápido.
- Não me refiro a isso. E sim a quem trouxe você.
- Ah... - corei instantaneamente.
- Tá vendo? Já se apaixonou.
- Não!
- O que falei foi uma afirmação, não uma pergunta.
Rimos.
- Chega de brincadeiras, tome sua ficha e vá cuidar desse paciente.
Entregou-me um dos milhares papéis que tinha em suas mãos e em segundos eu desapareci em meio aos intermináveis corredores brancos.

Cheguei em casa, era drasticamente tarde. E a secretária eletrônica constante apitava: 15 ligações e 3 recados.

- Oi... er... aqui sou eu, . E... eu acho que você não está em casa. Ligo mais tarde.

- ! Eu de novo. Pode achar que eu sou pirado, eu sei que você entende. Pirei na sua. *risos* Ligo depois.

- Olha, eu desisto. Vou dormir, mas antes quero convidá-la para almoçar com minha família no domingo, ou melhor, hoje. Se estiver livre, é claro. Me liga, mas você não perde nada se não me ligar. Eu não me importo. Sei que você virá. Boa noite e durma com os anjos.

Hahaha e não vou ligar mesmo! Só para deixar no suspense. Por um lado ele tem razão: eu vou. Depois de escutar repetidamente aquela voz que me encanta, fui dormir.

Acordei com o despertador tocando, indicava 10:30. Tomei banho e coloquei um dos meus vestidos favoritos. Ele é lilás e o comprimento é um palmo acima do joelho. Comi uma maçã e escovei os dentes. Peguei minha bolsa branca e fui ao estacionamento. Ao que saí da garagem, lembrei-me: Onde ele mora?
Disquei seu número em meu celular e ele me passou seu endereço. Não mora tão longe quanto eu penso.
Uma casa linda, enorme. E porque diabos esses papparazzis os perseguem? Tem um ali, muito mal escondido por sinal. Seriam os Jonas famosos? Perguntarei mais tarde.

Liguei a rádio só pra ver o que passava: “E agora ficamos com mais uma música dos Jonas Brothers”. Desliguei. Ah, então é isso. Eu sabia que já tinha ouvido falar desse sobrenome. Agora não preciso mais pagar o mico de perguntar.

Estacionei e apertei o interfone da casa. Identifiquei-me e abriram o portão.
Logo Denise já estava abrindo a porta para mim e apresentou-me a Paul. descia as escadas.
- ! Você veio.
- Olá .
- Venha, vamos pro meu quarto. Tá todo mundo lá.
- Todo mundo quem?
- Meus irmãos.
- Ah, é. Você tem 2 irmãos.
- 3.
- 3?
Nós já tínhamos subido as escadas e estávamos no 2º andar.
- É, 3. Você não conhece o .
- Hum.
Ele abriu a porta e nós entramos. Nick e estavam tão vidrados no jogo que nem perceberam minha presença. Apenas Frankie me notou.
- Frankie, essa é a minha amiga .
- Oi. - ele deu um beijinho em minha bochecha, - Foi você que cuidou do Nick, né?
- Aham, fui eu.
- Não seu burro. A que cuidou de mim era tão... - Nick virou-se com uma cara de idiota. - ? O.o
- Olá, Nicholas.
- Er... oi. - ele voltou a jogar.
- Não dê importância ao Nick, ele sabe ser tapado.
pausou o jogo e veio me cumprimentar.
- Você é a famosa ?
- É, deve ser eu.
- Prazer, . - abraçou-me.
- Prazer.

Ficamos ali conversando. Do nada pegou uma caneta, escreveu algo na mão.
- , olha aqui.
Olhei e estava numa pose, um tanto gay diremos.
- Não acredito! - eu ria muito alto. Ele tinha escrito meu nome na mão: “ <3”
Ele desfez a pose. Todos no quarto riam.
- Você é retardado!
Ele sentou ao meu lado e disse em meu ouvido.
- Adoro quando você me xinga. Eu poderia me acostumar com isso.
O que será que ele quis dizer?

I'm feeling it comin' over me (Estou sentindo isso vir na minha direção)
With you it all comes naturally (Com você tudo vem naturalmente)
Lost the reflex to resist (Perdi o reflexo para resistir)
And I could get used to this (E eu poderia me acostumar com isso)

E nós continuamos nos encontrando e ficando por 3 meses.
*Flashback off*

- Bons tempos... - comentou.
- Quer dizer que era melhor do que agora?
Fingir estar ofendida.
- Ei! Estou sentindo a ira de Jonas vir em minha direção.
- Há! - não agüentei e comecei a rir.
- Vá se arrumar, esqueceu da entrevista?
- Ai, é mesmo.
Ele apressou-se em arrumar a gravata e passar um daqueles irresistíveis perfumes.
- Tchau, depois a gente termina de relembrar nossos momentos.
- Ah, tá bom.
Ele me beijou demoradamente.
- Amo você. - ele gritou antes de sair.
Fiquei mais um pouco deitada. Levantei, tomei banho e fui preparar o melhor do almoço para o melhor marido.

Filé ao molho madeira, arroz, saladas e para beber suco de abacaxi com hortelã. A sobremesa seria mousse de chocolate.
Quando aprontei o almoço, troquei de roupa. Estava usando um vestido super curto. Sim, eu quero chamar a atenção.
Logo pude ouvir o barulho do carro sendo desligado. Posicionei-me no topo da escada. Ele abriu a porta.
- Hum... que cheiro maravilhoso.
- Meu perfume? - perguntei sorrindo.
- É filé? Deve estar muito bom.
Decepcionei.
- Ao molho madeira. Pouco me interessa agora se ele vai prestar atenção em mim, acabou de cortar o clima.
Servi seu prato e o meu e sentei em frente a ele.
- Você cozinha bem. - Eu sei. - eu ainda não tinha aceitado ser esnobada.
- Hey! Cadê aquele seu humor maravilhoso? O que você fez com ele.
- Com você tudo vem naturalmente. - o encarei por segundos.
Esperei ele terminar de almoçar e organizei tudo. já havia subido para o quarto.
Respirei fundo e resolvi dar uma chance. Parei na porta e escorei-me no vão.
- Como foi a entrevista?
- Hum? A minha voltou!

Ele me puxou e logo me prensou contra a parede.
- Perdi o reflexo para resistir. - eu disse com o coração já acelerado.
beijava meu pescoço. Grandes marcas apareceriam ali, tenho certeza.
- Eu poderia me acostumar com isso.

You love the songs I write (Você ama as músicas que eu escrevo)
You like the movies I like (Você gosta dos filmes que eu gosto)
There must be some kind of twist (Deve haver algum erro)
But I could get used to this (Mas eu poderia me acostumar com isso)

Desci, peguei uma maçã e voltei pro quarto. (n/a Nana: você é saudável, ok? u__u)
- Quer comer? - perguntei inocente.
- Já comi e repeti a dose. - piscou e deu um sorriso muito safado que me deixou boquiaberta.
- !
- O que? Duas vezes... - ele debochou e fez um ‘dois’ com os dedos e ficou os balançando.
Dei um tapa em suas costas e sentei na cama ainda comendo. parou ao lado da TV e ficou me encarando.
- Que foi? - perguntei.
- Tava lembrando do dia que pedi você em namoro.
- Wow! Foi tudo tão lindo. - disse sorrindo.

*Flashback on*
Chamei a para vir aqui em casa. Tinha tomado uma decisão e queria levá-la adiante. Com o consentimento dela, é claro. Iria conversar com ela no meu quarto, a sós. Não consegui pensar em nada melhor. Ouvi a campainha tocar e logo Nick abriu a porta.
- ! Entra.
- O está?
- Sim, ele espera você no quarto.
- Obrigada Nick.
Ela subia as escadas e meus batimentos cardíacos só aceleravam. O quão nervoso eu estava? Imagine-se numa montanha-russa. Imaginou? Agora pense que o looping se aproxima e seu cinto ABRE. Pronto, você está na minha situação.
Ela abriu a porta e eu senti o suor escorrer na minha testa, mais que depressa o limpei.
- ?
- Er... oi, entra.
- Tudo bem?
- Melhor agora.
A puxei pela mão e sentamos na cama.
- Então... - eu comecei.
- O que você queria falar comigo?
- Não queria. Ainda quero!
Ela riu da piada tosca que eu fiz.
- Sabe, eu andei pensando...
- Seja direto . Assim eu fico curiosa.
fixava em meus olhos.
- Ok. Eu andei pensando. Você gosta das músicas que eu escrevo, não gosta?
- Amo. - ela sorriu.
- E você também gosta dos filmes que eu gosto, né?
- É. Aonde você quer chegar.
- ... eu nunca disse isso pra ninguém. É uma coisa muito séria a se falar, só quando temos certeza. Eu te...
- Atchim!
- Saúde. - dissemos juntos. - Você não...
Caímos na risada, eu já entendi.
- Sai debaixo da minha cama.
Ele não se moveu. Resolvi falar entre os dentes.
- Sai-daí-Franklin-Nathaniel-Jonas!
Frankie colocou a cabeça pra fora e deu mais um daqueles sorrisos cínicos.
- Oi? - ele disse mais perguntando do que cumprimentando.
- TCHAU! - eu gritei.
Ele arregalou os olhos e em fração de segundos não estava mais no quarto. ria do que acontecera. Voltei a sentar ao seu lado.
- Continue. - ela incentivou.
Hum, aonde parei? Vou repetir a frase.
- Como eu ia dizendo... Eu nunca disse isso pra ninguém. É uma coisa muito séria a se falar, só quando temos certeza. , eu...
- Opa! você viu minha palheta? Eu tenho certeza que... - notou meu olhar reprovador e após sussurrar um ‘Desculpa’ saiu dali.
- ?
- Droga! Será que ninguém vai me deixar dizer que eu te amo?! - pensei alto.
- Vo-ocê o que?
- É cedo, eu sei.
- Não.
- , você quer namorar comigo?
- Deve haver algum erro. - ela disse rindo.
Decepcionei e tentei esconder.
- Eu entendo. - baixei o olhar.
- Quero dizer, eu não mereço tudo isso. O cara mais perfeito do mundo quer namorar comigo?
Ah, isso fez brotar o maior dos sorrisos no meu rosto.
- Aceita?
- É claro, meu amor. Eu amo você, !
Após suas palavras, nos beijamos. Agora, selando um compromisso.
- Você nunca soube ler as entrelinhas Jonas!
- Mas eu poderia me acostumar com isso.

You listen to me when I'm depressed (Você me ouve quando estou deprimida)
It doesn't seem to make you like me less (Não parece fazer você gostar menos de mim)

Combinamos um jantar para reunir nossa família. Vamos assumir nosso namoro, espero que todos aceitem. Seria no outro dia, domingo. Decidimos que seria num restaurante, o mesmo em que aconteceu nosso primeiro encontro.
Surpreendentemente meu pai “invade” o quarto.
- Bom dia garotos! O almoço está na mesa.
- Bom dia Sr. Jonas.
- Paul, por favor.
- Nós já vamos pai.
- Isso, aproveitem mais um pouco. - ele piscou para nós.
Será que ele sacou?

Depois de combinarmos tudo, fomos almoçar. Iríamos contar para minha família, primeiro. Espero que aceitem.
Almoçamos e eu, para chamar a atenção, peguei o garfo e comecei a bater no copo.
Frankie olhou-me com os olhos brilhando e fez o mesmo. Eu parei.
Nick batucava na mesa e disse para :
- ! Faz a batida.
começou um beat-box e Nick a cantar: [n/a Nathi: uma... uma palhinha]
“Yo I'm so hot
Just like a tamale
So destructive
Just like a tsunami
Everytime I'm near
The red cross is there
Cause that's how I'll be doing things
Because...”

Aquilo estava me irritando. Encarei meus pais e eles entenderam o recado.
- Chega! - nossa mãe mais gritou do que pediu.
Imediatamente pararam.
- Obrigado. - agradeci.
não falara nada o almoço inteiro.
- Eu tenho uma novidade para todos.
O silêncio tomou conta do ambiente, o que me deixou mais envergonhado para falar.
- Está esperando o que? - Nick tentando me encorajar.
- Eu... er... Nós... - apontei para e depois para mim. -... estamos... namorando.
- EU SABIA! - Frankie apontava para mim e ria como louco.
- Que lindo, meu filho! Espero que vocês sejam muito felizes. Está mais do que aprovado, não é Paul?
- Sim. Temos a mesma opinião.
- Obrigada Denise e Paul. O consentimento de vocês é muito importante - ela disse.
e Nick nos parabenizaram também.

Tudo ocorreu normal no tão esperado jantar. Os pais de ficaram felizes. Pelo que entendi, eles são médicos. A mãe dela é Fisioterapeuta. E o pai é Cardiocirurgião.

Quatro anos se passaram e ela já tinha terminado o estágio.

Certo dia, ela chegou triste em minha casa. Conversamos e ela contou o que tinha acontecido. Ela estava fazendo uma séria cirurgia numa criança, a qual não resistiu. Os pais revoltados colocaram a culpa na .
- E este é o meu problema. Eu me envolvo demais com os pacientes. Dei esperanças àquela pobre família.
Ela chorava baixinho enquanto eu fazia cafuné em sua cabeça.
- , eu te amo tanto. Você me escuta quanto estou deprimida e isso não parece fazer você gostar menos de mim.
- Nada vai me fazer gostar menos de você. Eu te amo.
Ela passou a mão em meu rosto logo seguido para um calmo e doce beijo.
Logo depois a deixei em casa e foi aí que percebi que estava na hora de tomar uma atitude. [n/a Nana: tenha bratitude (8)] [n/a Nathi: é mais que atitude (8)]

If there's a dark side to you I haven't seen it (Se há um lado ruim em você eu não vi)
Every good thing you do feels like you mean it (Toda coisa boa que você faz parece que é de coração)

A pedi em casamento, ela aceitou. Seus pais estavam radiantes, assim como os meus. Nick e também ficaram felizes.
Porém não havia ninguém mais empolgado do que Frankie. Ele ficara entusiasmado ao extremo quando soube que seria sua tia, em alguns meses.
Nos casamos. Foi tudo tão lindo e perfeito. Ela usava um vestido branco transpassado por strass, mas nada chamava mais a atenção do que seu sorriso. E foi naquele sorriso que eu vi: não me arrependerei.
A festa não foi muito chique - ela quis assim. Infelizmente, repleta de fotógrafos e entrevistadores.

Passaríamos a lua-de-mel na Grécia. [n/a Nathi: meu sonho é ir pra lá *-*]
Pode parecer bizarro, mas ambos éramos inexperientes.

Na lua-de-mel, ela disse duas frases que jamais esquecerei.
- Se há um lado ruim em você, eu não vi. Toda coisa boa que você faz parece que é de coração.
Não consegui correspondê-la a altura. Então, simplesmente a beijei intensamente.
*Flashback off*

E hoje fazemos um ano de casados, estou esperando com o jantar pronto. Ela foi trabalhar e só voltaria tarde da noite. Eu realmente não me importo em esperá-la.
Meu coração disparou quando a maçaneta da porta girou. Incrível... ela ainda desperta em mim sentimentos típicos de adolescentes.
Jantamos e comemoramos - nos dois sentidos.
Ela é a mulher da minha vida. Por ela, iria até o inferno. Por ela, eu morreria.

A observo dormindo. Suas lindas expressões me deixam completamente maluco. Em meu rosto, apenas um sorriso bobo.
Fico extasiado em admirá-la.

1 mês se passou e ela quer conversar comigo. O que será?

I'm feeling it comin' over me (Estou sentindo isso vir na minha direção)
With you it all comes naturally (Com você tudo vem naturalmente)
Lost the reflex to resist (Perdi o reflexo para resistir)
And I could get used to this (E eu poderia me acostumar com isso)

Quando e eu nos mudamos para a casa/mansão ela empacotou algumas coisas e colocou no porão alegando serem coisas inúteis, mas eu não fazia idéia do que poderia existir naquelas caixas.

Hoje era sexta-feira, e eu levantei com uma vontade imensa de jogar Mario Kart Wii [n/a Nana: créditos ao livro Burning Up da Nathi], só havia um problema. CADÊ ELE? Ok não criemos pânico, AAAAAHH, eu preciso dele, ok , acalme-se, aliás você é um homem ou um rato? Sabe, as vezes eu considero a idéia de ser um rato, até gosto de queijo. Estou sentindo isso vir na minha direção. Hum por falar em queijo, eu acho que estou com fome, BINGO!!! Vou comer a com a , depois é só fazer o que todo homem casado que está atrás de seu jogo preferido faria!

- Bom dia .
Ela estava tomando café-da-manhã quando me viu
- Bom dia amor.

Respondi logo em seguida dando-lhe um doce beijo na bochecha, enquanto a mesma tomava café, já falei que ela é viciada em café? Não, então acabaram de saber, se ela não toma café é capaz de ter um A.D.P. [n/a Nana: ataque de pelanca. Qualquer semelhança com As Branquelas não é mera coincidência].

- , talvez hoje eu chegue tarde, acho que vou ter que fazer plantão.
- Tudo bem, você viu meu jogo.
- Que jogo?
- O meu preferido, você sabe!
- Não, não sei.
- O Mario Kart Wii
- Ah, esse?
- É, onde está?
- Acho que no porão.

O QUÊ?! Quando ouvi aquilo senti uma dor tão forte no peito que achei que estivessem me dando uma facada, mas não qualquer facada, e sim uma com a faca da cozinha.

- AIEUNÃOACREDITO! - deu um pulo da cadeira, e se assustou - O que meu precioso faz no porão? - falei num tom muito desesperado e segurou a risada e disse:
- Tá guardado.
- Por quê? - perguntei, já me acalmando.
- Simples, tá na sua caixa de coisas inu...
- Não termine esta frase Jonas - falei tapando os ouvidos
- , é só um jogo querido - ela falou me olhando nos olhos
- Tudo bem, respira, 1 2 3, respira.
- , você está bem - perguntou parecendo preocupada
- Eustoubem,eunãopareçobemparavocêquerida - falei rápido devido a raiva.

levantou-se e veio até mim, agachou-se do meu lado e disse com sua voz serena e suave.
- , me desculpa, não sabia que tinha tanto significado para você, você quer que eu vá buscar?

Own! Ela não é um amor, mas eu não vou fazer a minha pequena buscar, se bem que não seria má idéia. Hum, mas não. Ela tem rinite e vai começar a tossir no meio daquele pó. Meu humor melhorou. Com ela, tudo vem naturalmente.
- Não pequena, eu pego, sem problemas. Já vou aproveitar e ver o que mais a Senhorita andou guardando por lá - fiz uma cara sapeca.

Logo após ter dito isso, ela levantou-se rápido e disse:
- Ótimo! To com pressa mesmo, e ?
- Oi?
- Não mexe na minha caixa.
- Por quê? - perguntei curioso.
- Nada, só não mexe, promete?

Pensei por alguns instantes, e então... Ah! Eu sei, sou curioso mesmo, mas ferre-se, levei uma de minhas mãos às costas, e então cruzei os dedos e disse:
- Claro!
- Obrigada - Ela falou, e então veio até mim, me deu um beijo rápido, e falou que voltava mais tarde, e assim se foi. Oh! Doce , linda, mas ingênua.
Cara! To me sentindo o próprio vilão falando assim, ou seria pensando. Ah deixa pra lá!
Então olhei pros lados, para certificar que não tinha ninguém, me sentindo uma pantera. NÃO! Que coisa mais gay , acho que prefiro ser o vilão.
Subi as escadas correndo, louco para chegar ao terceiro andar, até minha vontade de jogar Mario Kart Wii tinha passado. Chegando lá comecei a procurar a caixa de coisas inúteis da .
Estava distraído, procurando e quando olha pro lado, ADIVINHA? Lá estava ela, a Jane. Se você pensou que era a caixa estava enganado, era ela a única, a Jane, para você que não sabe a Jane era minha preferida.
Só que a patroa nunca gostou muito dela, acho até que ela sentia um pouco de ciúmes, então quando nos mudamos eu queria por a Jane no quarto, mas como sempre a não deixou.
Então a mandou eu guardar ela no porão, vê se eu posso com isso? Quem em sã consciência vai ter ciúme de um puff em formato de uma luva de Baseball? [n/a Nana: pra quem quiser ver a Jane: http://www.lojaskd.com.br/prd/5800/5803/luva-bas_ampl.jpg ]

Logo após o ocorrido achei a caixa tão esperada, e é claro abri. Hehe estou me sentindo o próprio Bond, James Bond.
Comecei a tirar as coisas de dentro coisas velhas, livros de histórias infantis, alguns outros já mais interessantes, o Kamasutra, um abajur da... Pera aí?
O KAMASUTRA?!
Por que diabos a tem o Kamasutra? Abri o livro na parte de dentro da capa tinha uma dedicação, de uma tal de , que desejava um feliz casamento e um bom proveito do livro e de um tal de , QUEM É ?!
Ah! Eu acho que sou eu, hum é por isso que a disse ter recebido uns presentes estranhos na despedida de solteiro. Hehe!
Bom, olhei para os lados certificando que não tivesse ninguém por perto, e abri o livro, por que apesar dos pesares, sou um cara casado com a melhor das intenções.
Fui folheando sem prestar muita atenção, até que... Hum, essa é interessante. Tá bom, chega disso. Vamos continuar, um abajur da Barbie, uma lanterna do Pato Donald, que mágico *-*, vou pega pra mim.
Outro livro, um álbum de fotos. Vou olhar! *-* que fofo esse bebê, acho que é a , porque será? Ah, claro tem um nome em baixo. Fotos da família, tá chega desse álbum.
E por incrível que pareça ainda tem coisa na caixa. Tirei mais alguns livros quando me deparo com o sonho de qualquer marido.
Sim, isso mesmo, o próprio diário de Jonas. É agora que a coisa pega fogo! Peguei ele em minhas mãos, mas como to que é bom dura pouco, é isso aí! Ele tinha uma fechadura, e pelo que eu vi não tinha chave. Não pelo menos ali.
Comecei a observá-lo, e deduzi que a teve uma infância um tanto quanto... rosa. Ele era rosa claro, com borboletas em um tom de rosa mais escuro, e em volta era cheio de pompons, e tinha o símbolo da Barbie no meio. Traduzindo: super paty. [n/a Nathi: nossa mãe tá escutando Zé Ramalho aqui e eu acho que vou me suicidar õ.O] [n/a Nana: 2! Sinônimo de amor é amaaaaaaar. ♫]

Ah, eu tenho meus truques! Grampo. Beleza, torce aqui, torce ali e com jeitinho... Feito! Consegui. Eu sou um gênio. Eu poderia fazer um samba com essas rimas.
Peguei a Jane, arrastei para o quarto, limpei-a e sentei. Acomodado, comecei a ler.

“Estrelinha. - 15/06/1999. Hoje acordei com o sunshine batendo em meu rostinho de boneca, como costumo dizer a mamãe. Ela também diz que eu sou uma boneca, mas de porcelana. Com direito a bochechinhas rosadas.”

Deus! Como ela é cria. Continuando...

“Sentei na cama e puxei meu edredom rosa pink da Barbie. Desci da cama e calcei minhas pantufas da Pantera Cor-de-rosa.”
Entrei no banheiro, penteei os cabelos com minha escova rosa da Hello Kitty.
Depois escovei os dentes com a escova dental elétrica rosa bebê da Minnie.
Fui até meu closet que é muito grande e escolhi uma blusinha branca da Titty (apelido carinhoso da Hello Kitty) e uma saia rosa de florzinhas. Para finalizar, meu tamanco da Carla Perez branco das Meninas Super-poderosas.
O cabelo com um delicado lacinho rosa.”

Se ela for rosa eu me mato!

“Olá estrelinha! Acabei de voltar da escola. Acredita que o colou chiclete de menta dos Power Rangers no meu lacinho? AAAAAAH!
Que ódio! Eu devo ter colado chiclete da Barbie na cruz. Mas enfim, eu tenho um ódio mortal daquele... Jonas!”

Opa! Sou eu xD

“O e o Nick são mais legais que ele. Apesar de que o é... bonito? ECA! Eeeeew. Bonitinho, mas não se compara ao David. *-*
Ele diz que eu sou mimada e cheia de frescuras. A verdadeira Penélope Charmosa.
De onde ele tirou isso? E olha que eu evito o rosa.”

Passei o dia lendo aquele diário. E rindo alto, é claro. Cada coisa idiota e sem sentido que ela escreveu. Afinal, não dá para esperar nada sensato de uma criança de 10 anos.
Eu não a achava mimada e cheia de frescuras. Eu só não era “homem” o bastante para admitir o quanto gostava dela.
Droga! Ela chegou e agora acabou minha diversão. Guardei embaixo da Jane e desci as escadas correndo para esperá-la.
- Oi meu amor. Como foi no trabalho?
- Bem. Agora estou cansada e só quero tomar banho e dormir.
- Ok. - dei um selinho nela.
- Vou subir.
Agora é só contar até 10. Lá vai... 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10...
- Jonas!
Há! Eu sabia.
Subi as escadas e fui até o quarto.
- Sim?
- O QUE SIGNIFICA ISSO?
- Isso o que, anjo?
Eu sei do que ela está falando, só me faço de desentendido.
- O QUE A P**** DA JANE FAZ AQUI?
- Ah, é por causa dela?
- É. E eu já vou dar um jeito nisso.
Ela ameaçou tirar do lugar e eu me lembrei do diário.
- NÃO!
- Porque não?
- Bem... é que...
- Você está me escondendo algo? - ela franziu a testa.
- Imagina! Eu não seria capaz disso.
- Então não tem problema se eu tirar esse treco daqui.
Tarde demais, ela levantou e viu o diário.
- Meu d-i-á-r-i-o! - ela disse a última palavra por entre os dentes.
Eu ri ironicamente.
- O que ele faz aí?
Eu abri a boca pra falar.
- Não responde. Você leu, ! Eu não acredito.
- Li.
Ao me lembrar de tudo o que li comecei a rir descontroladamente.
Ela pensou um pouco e me acompanhou, acho que dessa eu escapei.
- Você leu TUDO o que escrevi sobre você?
- Só até a parte sobre eu lhe chamar de mimada e essas coisas.
- Ufa.
- Porque dona ?
- Nada não.
- Hum.
- CALMA AÍ! EU DISSE PARA NÃO MEXER NAS MINHAS COISAS.
- Perdi o reflexo para resistir. Eu até gostei dumas coisinhas.
- Do que? - ela ficou completamente vermelha.
- Duma lanterna do Pato Donald que eu achei.
- Ah... - parece mais aliviada.
- Eu não terminei de ler.
Peguei o diário que estava em suas mãos, sentei na cama e comecei a ler em voz alta.
Ela sentou ao meu lado e ria das bobagens que escreveu. Lembrei de algo.
- Você disse que queria falar sério comigo. O que é?
- Nada de importante. Deixa pra amanhã.
Amansei a fera ao que parece. Eu poderia me acostumar com isso.

You make me breakfast in bed (Você faz meu café da manhã na cama)
When I'm mixed up in my head (Quando eu estou confusa)
You wake me with a kiss (Você me acorda com um beijo)
And I could get used to this (E eu poderia me acostumar com isso)

Domingo… E como de costume, ele me acordou com um beijo e trouxe café na cama pra mim.
- Ah, ! Você sabe que não precisa se incomodar, não sabe?
- Mas eu gosto!
- Se você diz... - tomei um gole do café - Tá ótimo! Não quer se juntar a mim?
- Obrigado, acabei de comer - ele sorriu.
Um sorriso que me fez prender a respiração e quase me afogar.
- Ok.
Tá decidido, de noite eu falo com ele.
- E aí? Tem algo planejado pra hoje?
- Não - ele pensou um pouco - Quer sair?
- Claro! Vai me levar aonde?
- Sei lá. Vamos à casa de meus pais? Almoçamos lá e depois vamos pro cinema.
- Aham. Só vou tomar um banho. - Levantei da cama - Aliás, tava ótimo. - apontei pra bandeja.
- Hum, valeu... - ele riu sozinho - Pena que eu já tomei banho.
- Ha-ha-ha.
Ele piscou e saiu do quarto.

Tomei uma ducha rápida, escovei os dentes, penteei o cabelo e me vesti. Fiz uma maquiagem básica e passei perfume.
Em 1 hora estava pronta. Desci as escadas e ele estava atirado no sofá. Fui até lá e deitei em cima dele.
- Vamos? - disse com uma voz suave e logo após dei um beijinho em seu pescoço.
- Se você fizer de novo eu desisto de ir. Como ele é safado! Fiquei em pé e estiquei a mão para puxá-lo.
- Vamos?
Ele pegou minha mãe e... me puxou!
- Calma, eles agüentam esperar.
Ri fraco.
- Acho que sim.
Pôs a mão em meu pescoço e iniciamos um beijo. Paramos apenas pra respirar.
- Er... acho melhor irmos.
- Concordo, antes que a gente não vá de vez.
Trancamos a casa e fomos até a garagem pegar nosso Audi Q7 e fomos para um almoço em família.
O almoço estava ótimo e depois de ajudar Denise com alguns afazeres domésticos fui para o cinema com .

- Que filme você quer assistir, amor?
- Aquele ali! - apontei para o banner.
- Maldição? Tem certeza? Você não gosta desse tipo de filme. [n/a Nana: assistiria até documentários sobre pingüins com um Jonas do lado!]
- Tenho!
Compramos as entradas e pipocas. O filme até que é bom.

Um grupo de seis garotas, de aproximadamente 15 anos, moravam em um colégio interno. E eram aterrorizadas por uma freira.
A freira descobre que uma das meninas está grávida. Chocada, ela tenta “purificar” a jovem torturando-a.
O fato que é presenciado por suas amigas que, consumidas pelo medo, resolvem partir para cima da freira para livrar a amiga da dor.
Dezessete anos depois, cada uma das jovens segue seu próprio caminho.
Longe do colégio e distanciadas umas das outras por conta desse terrível desfecho no passado, que volta depois de tanto tempo.

- AH! - eu gritei e me escondi no peito de que ria. - Pára de rir.
- Quer ir embora? - ele trancou o riso.
- Não! Até o fim.
- Tá.
Continuei vendo aquela tortura, agüentei até o final.
Depois de tudo fomos pra casa. Assistimos TV abraçados e depois jantamos.

A noite, estava escorada no beiral da saca, de camisola. Tinha um vento aconchegante que acariciava meu rosto. Ouvi se aproximar. [n/a Nana: aimanãquidito! / Serelepe rules.] [n/a Nathi: .euri]
É agora, preciso falar com ele e resolver tudo. Ele me abraça por trás e senti meu corpo arrepiar.
- ...
- Fala amor.
- Precisamos conversar.
- Pra que conversar se dá pra agir?
- É sério! E eu espero que isso que estou sentindo aqui atrás seja a lanterna do Pato Donald.
- Acredite. Ela não é tão potente.
Me controlei para continuar a séria.
- A sua ou a do Pato Donald?
Ele abriu a boca para falar, mas preferiu ficar quieto, em sinal de indignação. Soltei todas as gargalhadas que estavam trancadas em minha garganta.
- Tá desculpada. Voltando ao assunto... o que você queria falar.
- Eu quero que a gente resolva nossa vida agora...
- O-o quê?
- É um assunto muito sério, v.
- Fala então!
- Só falo se você comprar um sorvete pra mim *-*
- ...
- Por favor? - fiz biquinho.
- Qual sabor?
- Algodão doce.
- Dez minutos. - me deu um selinho e saiu correndo.
Como disse, dez minutos depois ouvi a porta da casa bater pela segunda vez, avisando que ele chegara.
- Aqui. - me entregou o pote.
- Obrigada. - dei uma colherada. - Quer?
- Não.
Comi lentamente e fazendo expressões sexys. Sim, eu queria provocá-lo! Depois que acabei, ele me olhou sério.
- Então... não dá mais pra adiar esse assunto.
Ele se jogou no chão de joelho e começou a choramingar.
- Por favor, não me deixa. Eu te amo...
Revirei os olhos.
- Levanta daí Jonas! Eu não terminei.
Ele levantou e se escorou no vidro, ficando de frente pra mim. Olhou para baixo e por segundos achei que ele ia chorar.
Novamente, me segurei para não rir. Como ele é bobo. Eu poderia me acostumar com isso.
- ... - o incentivei a olhar para mim.
- Hum? - olhou pelo canto do olho.
- Olha pra mim, droga!
Ele me encarou assustado. Juro que tentei prender a risada, mas não consegui. Comecei a rir na frente dele como uma idiota.
- Pára de rir. Isso é sério. O que vai ser de mim.
- Eu estou confusa...
Tentei continuar, mas ele não deixou.
- Eu te amo. Fica comigo pra sempre.
- ...
- O QUE VAI SER DE NÓS DOIS?
Decidida a acabar com tudo, olhei profundamente em seus olhos, tomei coragem e disse.
- Três.

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'Nathieli: Isso aí... acabou! Eu gostei de escrever a fic, mas peço desculpas pra aquelas que não ficou do agrado.
Pouca gente leu, eu sei! Mas não interessa quantidade, e sim, qualidade! sempredigoisso
Obrigada e isso é tudo. pessoal
Amo vocês. <3

Marieli: Obrigada a todos que leram. Não me matem se tiver ruim. MATEMANATHI!

Vocês pediram! I could get used to this 2: aqui

Tópico. UP!