achava viver um sonho e, se fosse isso, que não a acordassem. Marcaram o casamento para daqui a três meses, pois, segundo Nick, quanto mais rápido, melhor. Sabia que eram novos demais para oficializar uma união, uma vez que ambos possuíam míseros vinte anos. Jovens, mas adultos o suficiente para saber o que decidir. Sendo assim, aproveitaram o resto da noite para conversar com o pai da menina e sentiram a obrigação de contar os acontecimentos anteriores, mesmo parecendo um pouco arriscado.
Passado um mês e meio, as garotas decidiram fazer um dia somente delas, ou seja, sem Joseph, Kevin e, muito menos, Nicholas. Almoçariam no Burger King. Nada melhor que fast-food acompanhado de muita fofoca.
fora dormir muito tarde, já passara das três da manhã. Acordou cedo, tomou um banho demorado, vestiu-se, comeu qualquer coisa, escovou seus dentes, borrifou perfume e pegou a bolsa. Caminhou até a casa de , onde já se encontrava, e foram às compras. Pareciam três riquinhas fúteis, mas na verdade, o que apenas queriam, era diversão. Até confessariam que enriqueceram as lojas. Lotadas de sacolas, optaram por deixá-las em casa antes do almoço, assim, poderiam continuar com suas compras. Entraram no Burger King e logo avistaram uma mesa isolada. E ainda assim não foi fácil: vários jornalistas tiravam fotos delas, algumas pessoas aproximavam-se e pediam autógrafos. Se duas namoradas chamavam atenção, imaginem a noiva.
- Oi – uma menina de mais ou menos oito anos estava parada em frente a elas. Seus olhos brilhavam. As meninas sorriram encantadas. – Posso tirar uma foto com vocês?
- Claro! – respondeu que era fissurada por crianças. – Sente-se aqui conosco.
A foto foi tirada por sua mãe, que pediu inúmeras desculpas pelo incômodo da filha.
- Ah, deixa disso. Ela é uma graça! – falou com extrema simpatia. concordou.
- Eu amo vocês – a garotinha disse e seus olhos ainda brilhavam. Para terminar, ela disse que seria muito feliz com Nick, que casaria com Joe e , com Kevin.
- Obrigada, anjinho – beijou carinhosamente suas bochechas rosadas. A pequena, de certa forma, lembrava-a Frankie.
Abanaram-se de longe quando ela foi embora.
- Vamos comer ou não? – , a esfomeada, perguntou.
Chamaram a garçonete, fizeram seus pedidos. , tonta por causa do cheiro de fritura, pediu apenas um refrigerante. Demorou uns vinte minutos e a comida chegou. Passado alguns segundos, não aguentava mais olhar aqueles hambúrgueres e batatas-fritas.
- Já volto – anunciou e levantou-se rapidamente. As amigas fizeram menção de segui-la, mas impediu-as alertando que não era coisa boa.
Caminhou, com passos longos e rápidos, em direção ao banheiro, desejando chegar o mais depressa possível lá. Entrou em uma cabine qualquer e, sem hesitar, despejou todo café-da-manhã na privada. Sentou-se no piso de tão fraca e quase desmaiou. Sim, estava faminta, mas nem morta comeria fast-food. Bastou pensar neles e todo o enjoo voltou. Só o que faltava era ficar doente! Por fim, conseguiu ficar em pé, uniu forças e lavou o rosto com água em abundância. Enxaguou a boca diversas vezes antes de ter certeza de que estava bem. Voltou à mesa.
As amigas espantaram-se.
- Você está totalmente pálida! Precisa comer alguma coisa. Está doente? – falava sem parar, preocupada, e aquilo poderia até agradá-la, mas irritava também.
- Vamos para casa, venha – pegou-a pela mão e chamou um táxi enquanto pagava a conta. Segundo elas, não conseguiria caminhar até em casa.
Agradeceu por somente Denise estar lá. Deitou em sua cama, cansada e esperou por um chá que Denise prometera. Não conseguiu bebê-lo.
- Meu anjo, você não está nada bem... – Denise falava apreensiva, passando as mãos pelos cabelos da menina.
- Acho que estou doente – explicou rouca.
- O que você comeu hoje? – perguntou num tom desconfiado.
- Só pela manhã engoli meia maçã. Depois passei mal no Burger King.
- O que mais? – Ela ouvia atentamente cada palavra que a menina proferia.
- As meninas disseram que eu estava pálida, no banheiro senti tonturas e quase desmaiei.
Denise, de repente, levantou-se.
- Vou fazer uma sopa, acha que consegue?
Ela assentiu que sim e Denise aconselhou-a a tomar um banho e colocar uma roupa mais confortável. Beijou sua testa e agradeceu pelo carinho. Denise saiu do quarto direto para a cozinha e, como recomendou, a menina tomou seu banho e colocou a roupa mais velha que tinha. Estava bem melhor, com certeza. Esperou ser chamada e quando foi, desceu calmamente as escadas, pois ainda se sentia vulnerável.
Surpreendentemente tomou dois pratos de sopa.
- Essa sua doença é meio esquisita, não acha? – indagou Denise enquanto recolhia as coisas.
- O que você quer dizer com isso? – Denise olhou-a ternamente. – Não! Isso é impossível.
Pelo menos ela achava que era.
- De qualquer maneira, sua consulta já está marcada para hoje às seis horas. Vá dormir, quando der a hora, chamo-lhe.
A garota somente concordou, e após pensar muito a respeito, conseguiu pregar os olhos. Quando deu por si, já estava dentro do consultório.
- Você não precisa de remédios – disse o médico tirando os óculos para limpar.
- Como assim? – perguntou Denise extremamente ansiosa. Então, ela sorriu.
- Seja mais claro, por favor – implorou a menina, impaciente por estar sob pressão.
- Parabéns! Você vai ser mãe.
Não puderam conter a emoção e as lágrimas vieram à tona, tanto da parte da menina, que passaria a ser mulher, quanto de Denise. Esta a abraçou.
- Parabéns, meu anjo.
Não conseguia pronunciar uma palavra, só lhe restavam pensamentos. Como contaria a Nicholas? O que ele dirá? Será que aceitaria? E seu pai... Meu Deus, que confusão! Tantas responsabilidades... Casamento, filho, mas o importante era que ela sentia-se completa e feliz, mesmo com suas dúvidas.
Quando voltaram a casa estavam todos as esperando. puxou Nick para um canto e disse que tinha algo a lhe contar. Ele, por sua vez, disse que queria dar uma volta, já que escurecia e dali a algum tempo as estrelas tomariam conta do céu. Andaram por uns minutos e sentaram-se em um banco da praça já conhecida. Mas, como ficara um pouco tarde, ela estava quase vazia.
- Então, o que você tem para falar? – Nick falou docemente e tirou uma mecha do seu cabelo para trás. – Mas sem enrolações.
Curta e grossa, ela respondeu.
- Estou grávida.
Os olhos de Nick arregalaram-se e ele paralisou. Reformulou a ideia durante um tempo e logo pulava de felicidade. Ele seria pai e mal acreditava naquilo. Disse inúmeras vezes que a amava e afagava seu rosto, beijava sua barriga. Decididos a contar para todos a notícia, voltaram. Todos ficaram felizes, apesar de controvérsias.
No dia seguinte, Denise, , e terminavam os preparativos para o casamento, que seria ao ar livre. O vestido de noiva estava pronto e magnífico.
Os dias passaram voando e o grande dia chegou. Nicholas faria uma surpresa para a amada: cantaria uma de suas músicas preferidas. Os homens arrumavam-se juntos, e o mesmo acontecia com as mulheres.
E, como um clichê cinematográfico, a noiva estava atrasada. Joe pedia a Nick para acalmar-se.
saiu apressada de casa e entrou na limusine preta. Depois de uns oito minutos, chegou. Seu pai a esperava para a entrada. Quando os enamorados se viram, não puderam evitar o sorriso. Ele, deslumbrante. Ela, perfeita.
Ambos sorriam sem cessar porque, para eles, não havia ninguém ali. Simplesmente ignoraram as pessoas presentes e curtiram cada passo, movimento e palavra como se houvesse somente os dois.
- Cuida dela – recomendou o pai antes de entregar a filha para uma nova vida.
Na festa, Nicholas subiu num palco improvisado e pediu para que parassem a música. estranhou, ainda mais pelo fato de ele estar sozinho. O DJ parou o som e Nicholas tomou posse do microfone.
- Hoje é o dia mais importante da minha vida. Casei com a mulher perfeito e em breve teremos um filho. , suba aqui, tenho uma surpresa para você.
Ele pediu, ela o fez. Nick pegou em uma de suas mãos e olhava dentro de seus olhos. Não havia sentimento mais eufórico.
- Como sei que gosta dessa música, cantarei para você. A música chama-se “Angel” e pertence a Jack Johnson.
(n.a.: solta o som!)
A melodia entoou e quem a conhecia, logo se sentiu arrepiar.
I’ve got an angel Tenho um anjo She doesn’t wear any wings Ela não usa nenhuma asa She wears a heart that could melt my own Ela usa um coração que poderia derreter o meu She wears a smile that could make me want to sing Ela usa um sorriso que me faz querer cantar
She gives me presentes Ela me dá presentes With her presence alone Só por estar presente She gives me everything I could wish for Ela me dá tudo o que eu poderia desejar She gives me kisses on the lips just for coming home Ela me dá beijos simplesmente por chegar em casa
She can make angels Ela pode fazer anjos I’ve seen it with my own eyes Vi isso com meus próprios olhos You gotta be careful when you got good love Tome cuidado quando tiver um bom amor ‘Cause them angels will just keep on multiplying Porque eles, anjos, vão continuar se multiplicando
You’re so busy changing the world Você está tão ocupada mudando o mundo Just one smile can change all of mine Um sorriso pode mudar todo o meu We share the same soul Compartilhamos a mesma alma
Oh oh oh oh oh ohhh We share the same soul Compartilhamos a mesma alma Oh oh oh oh oh ohhh We share the same soul Compartilhamos a mesma alma Oh oh oh oh oh ohhh Oh oh oh oh oh ohhh Umm umm umm uhhhhhhmm
E Nick terminou seu lindo presente. Causou vários aplausos e gritos de admiração dentre os convidados.
- Você é meu anjo – disse tentando segurar as lágrimas em vão.
- E você é terrivelmente irresistível – Nick causou risos quando mudou sua expressão e voz para dizer aquilo.
Dali, partiram para uma inigualável lua-de-mel na Grécia.
Depois de três meses, Kevin casou-se com . Dois meses a mais, descobriram que seriam pais de um menino, Jonas Brothers estava no auge do sucesso e Joe e casaram-se.
Capítulo 25.
Todos estavam casados e felizes. Cada um possuía seu próprio lar. , com sete meses de gravidez, não se cansava de receber elogios de Nicholas.
- Já disse que você é linda?
- Não hoje...
Ambos deitados no enorme sofá trocavam carinhos.
- Você é linda.
Nick deitou-se no colo de . Ela fazia cafuné no marido, que quase dormia, se não fosse por um barulho que escutou.
- Ele chutou – Nick exclamou radiante.
- Ele sempre chuta – respondeu num tom entediado. Para ela, isso era óbvio.
- É o nosso bebê.
Ninguém nunca vira Nick tão emocionado.
- Só mais dois meses. Acho que podemos esperar.
- Falando em esperar, estamos atrasados.
Nick pegou a esposa pela mão e a conduziu até seu carro. Dali, eles partiriam para uma janta familiar. Era apenas um sábado à noite e, como de costume, todos se encontravam na casa de Denise e Paul. Não demoraram a chegar. De cara, Nick recebeu uma taça de champagne. emburrou-se, uma vez que não poderia beber.
- Amanhã iremos ao cemitério – Denise anunciou, de repente, e as risadas cessaram.
Percebendo um clima pesado que começava a pairar, Kevin manifestou-se.
- Que tal irmos ao cinema agora? Acho que conseguimos pegar uma sessão.
- Ótima ideia – concordou . – São nove horas e, se apurarmos, pegamos a sessão das nove e quinze.
- O que acha, querida? – Paul perguntou a Denise que assentiu.
Organizaram algumas coisas rapidamente, entraram em seus carros e, não demorando muito, chegaram ao cinema. Nick, Joe e Kevin encarregaram-se das entradas enquanto as meninas compraram guloseimas como pipocas e refrigerante. Afinal, cinema sem pipoca e refrigerante, definitivamente, não é cinema! O restante adentrou o recinto e foi direto a fila.
O filme em cartaz chamava-se “Devil’s disguise”. A história parecia ser boa e muito atrativa. Mas quem disse que eles o assistiram? Se viram os créditos finais, foi muito. Saíram do cinema e, como haviam marcado compromisso cedo, decidiram ir cada um para sua casa e dormir.
No domingo, pela manhã, todos estavam no cemitério a fim de prestar homenagem a Frankie. Um ente querido que eles sentiam muita falta. Deixaram ali, no túmulo, rosas brancas como símbolo de paz. Por fim, rezaram bastante e retiraram-se do local.
Nicholas e decidiram passar o resto do dia em casa. Estirados na cama, Nick apertavam freneticamente o controle remoto e reclamava para si mesmo que não achava nada prestativo na televisão. escondia o riso. Não aguentando ver todo aquele estresse, pulou em cima de Nick começando uma massagem nos ombros. Ele largou o controle e virou-se para ela. Olhava-a extremamente sexy. Interrompeu o que fazia para iniciar um processo de beijos no pescoço dele. Incrível era como um enlouquecia o outro facilmente. Deixavam-se perturbados e totalmente fora de controle. A respiração de Nick tornava-se pesada. Soltava leves gemidos enquanto ela intercalava beijos com mordidas. Invertendo a situação, Nick beijou-a ferozmente e desceu a mão até sua coxa. Em reação, ela o arranhava e minutos após, desnudos, conversavam.
- Decidiu o nome do nosso filho? – Nick questionou. Ainda não havia pensado nada inteligente.
- Tenho algumas sugestões e você?
- Pouca coisa que veio agora em minha brilhante mente. Que tal decidirmos agora? – Nicholas sentou-se, de modo a ficar mais confortável. – Primeiro as damas.
- Josh? – ela começou.
- Comum. David? – sugeriu.
- Oh, nome raro! – ela disse ironicamente. – Brad?
- Não – disse imediatamente.
- Edward? – as sugestões dela estavam se esgotando.
- Esse é bonito – Nick comentou pensativo. Finalmente havia gostado de um!
- Será esse?
- Não... Deixe-me pensar em mais algum.
virou os olhos. Ficaram discutindo por mais um tempo.
- Já sei! Achei um nome muito fofo – ela falou alegremente batendo palminhas.
- Manda a ver.
- Baylee.
- Gay. Edward é mais masculino
- Não discuta comigo! – esbravejou ela. – Lembre-se do que me prometeu há quatro meses.
Então, Nicholas lembrou-se de que haviam combinado de que se fosse menino, o nome ficaria por conta dela. Caso contrário, dele.
- Droga – ele socou o colchão.
- Já era – riu maléfica.
- Credo! Fiquei com medo – Nick reproduziu uma face amedrontada.
Passou-se dois meses e o celular de Nicholas tocou no meio de uma entrevista. Preocupado, e sem dar a mínima ao entrevistador, atendeu.
- Fala mãe – pausa. Silêncio. – O que aconteceu com a ?!
Após alguns milésimos de segundos, totalmente transtornado, Nicholas deixou uma lágrima solitária rolar. Desligou seu celular e Joe perguntava ansioso o que havia acontecido. As câmeras foram desligadas a pedido de Kevin. E, como se caísse na realidade, Nick riu intensamente e abraçou os irmãos.
- Meu filho vai nascer! – gritava emocionado.
Saíram do estúdio e foram pegar o carro, onde o segurança e chofer, Big Rob, aguardava-os.
- Cara, direto para o hospital – Nick ordenou dando um tapinha em seu ombro.
No caminho, não conseguia esconder seu nervosismo de pai de primeira viagem. Aguardara tanto por esse momento que agora não conseguia pensar em outras coisas, mesmo com Kevin e Joe tentando distraí-lo. Sem perceber, já havia detonado as unhas.
- Mantenha a calma, vai dar tudo certo – aconselhava Joe, apreensivo.
- Sei que vai, mas não consigo. É inevitável – Nick sorriu pela milésima vez naquele dia.
- Vai ficar com câimbra nas bochechas – Kevin debochou do irmão que no mesmo instante fechou a cara.
- Ah... Não fique emburrado pa-pai – Joe juntou-se na brincadeira, mas ganhou um pedala na cabeça em resposta.
Nicholas suspirou e perguntou se alguém, por ajuda do destino, carregava uma câmera. Kevin, que sempre tinha uma consigo, entregou-a ao irmão que piscou em agradecimento.
O tempo parecia não colaborar e o trânsito, menos ainda. Finalmente, conseguiram chegar ao hospital.
- Corre na frente que nós vamos procurar estacionamento – Big Rob falou parando o carro no meio da rua.
- Eu amo vocês – Nick falou antes de sair sob buzinadas.
- Nós também. Agora vai, lerdeza – Joe respondeu ordenando.
Nicholas saiu do carro tropeçando no próprio pé, mas entrou vivo no hospital. Correu até a recepção e perguntou o número do quarto.
- CERVO – ele disse sem fôlego.
- Não tem ninguém com esse nome aqui.
- Como não, porra?! – gritou perdendo a paciência.
- Senhor, faça silêncio, por favor. Isso aqui é um hospital, não hospício.
Paciência é o caralho, ele pensou. Mulher incompetente! Como ela não estaria ali? Raciocinou um pouco e descobriu como era idiota.
- Jonas.
- Ah, sim. Quarto 192, Senhor.
- Obrigado – avistou os irmãos antes de ir. – 192 – gritou e a mulher o encarou, enfurecida. Não deu bola e seguiu adiante.
- 192? – indagou-se Joe.
- É, por quê?
- Nada... Só que é meio familiar esse número, Kevin. Você não acha?
- Paranoia sua, mano. Esquece isso e vamos.
Seguiram seu caminho.
A cada passo que Nicholas dava, parecia reconhecer aquele corredor, as paredes, até a porta. Hesitou. Ouvia as vozes ali dentro, mas algo não o deixava abrir aquela porta. Ele não sabia o que era.
- Abre essa porta, seu frouxo – Joe, delicadamente, incentivou-o.
- Não fala assim com ele. Não agora – Kevin cochichou para que o irmão cessasse suas patadas.
- Não falo mais em respeito a meu sobrinho – Joe arrumou essa desculpa para não alfinetar Nick. Ele percebeu que exagerava.
- Tio coruja é foda – Kevin ironizou.
Joe sabia, mas não quis contar que aquele era o mesmo quarto em que Frankie ficara. Ali, onde a família perdeu o caçula. Para encorajar Nick, Kevin e Joe decidiram ambos depositar suas mãos nos ombros dele. Nicholas sorriu, então, e abriu a porta. Depararam-se com a cena mais ridícula do universo: e tentavam fazer a criança rir. Obviamente, não aconteceria. No sofá estavam seus pais, ambos emocionados. Mas ninguém se sentia tão especial e abençoado quanto Nicholas e . Ele viu sua mulher tão linda e frágil ao mesmo tempo, ali, com seu filho nos braços. Não poderia ser melhor. Chegou perto e selou seus lábios dizendo que a amava logo em seguida. Ela abraçou-o forte com o braço que tinha livre.
- Ele não é lindo? – Denise comentou toda abobalhada.
- Tem alguma coisa que me lembra o... – Joe parou sua frase por medo de estragar aquele momento.
- Frankie? – perguntou . Joe concordou e ela sorriu ternamente. – Já havia reparado nisso também.
- Mas os olhos são do Nick – Kevin opinou. – E a boca é da .
- Que lindo – os olhos de brilhavam -, todo mundo feliz e babando no Bay... – foi bruscamente interrompida por um beliscão de . Só elas sabiam o nome. – Baby – corrigiu e sorriu. Como se não fosse o esperado, perguntou se alguém mais tinha fome.
- Oh, milagre! está com fome – Joe entoou sarcástico e a menina mostrou a língua.
Todos deixaram o quarto, menos Denise e Paul. Ela mostrou-se curiosa.
- Quando vão registrar o meu anjinho?
- Logo que sairmos daqui – respondeu Nick. – Acho que amanhã à tarde.
Paul suspirou e todos olharam para ele.
- Esse quarto traz tantas lembranças, mas dessa vez estamos aqui por um motivo feliz.
Foi nesse momento que Nicholas se ligou que aquele era o quarto que Frankie ficara. O silêncio instalou-se e sentiu a necessidade de se manifestar.
- Nada de tristeza porque hoje é o dia mais importante de nossas vidas.
- Isso mesmo, meu amor – Nick concordou, fazendo carinho nela.
Baylee dormia.
- Esse realmente é o filho de Nicholas Jerry Jonas: só dorme – Paul comentou e arrancou risos de todos.
Passadas três horas, Denise e Paul ainda se faziam presentes. Não por obrigação, mas por companhia.
- Vão descansar, está tarde e eu fico aqui com ela – Nick dizia aos pais pela centésima vez.
- Tem certeza meu filho? – Paul indagou para ter certeza.
- Claro, vocês já ajudaram bastante. Muito obrigada – agradeceu sorrindo sem mostrar os dentes. Ela amamentava o filho.
- Se precisaram de qualquer coisa, por favor, não hesitem e liguem – Denise recomendou apreensiva.
- Pode deixar - Nick disse ao abrir a porta e despedir-se dos pais.
- Você não comeu nada desde que cheguei. Vou comprar algo, você quer o quê? – Nick perguntou à esposa enquanto pegava dinheiro na carteira.
- Traz umas frutas.
- Fica bem, tá? – Nick pediu, aproximou-se de e beijaram-se intensamente. No meio do beijo, Baylee começou a chorar.
- Vai lá, meu amor – piscou para Nick, que desenhou um coração no ar, e voltou a amamentar seu bebê.
Não demorou muito e Nick voltou com um hambúrguer vegetariano e algumas frutas, tais como maçã, banana e morango. Comeram e, depois de muito sacrifício, dormiram.
Eles teriam de acordar mais umas três vezes, pelo menos, naquela noite.
Como dito, pela tarde foram ao cartório registrar Baylee e saíram de lá, é claro, estonteados de flashes. Nicholas quase batera em um fotógrafo, pois não queria expor seu filho a tanta luz. Chegaram em casa, colocou Baylee no berço e desceu para ajudar Nick com o jantar. Revelariam o nome do menino para a família, ou melhor, para parte dela já que não conseguira manter segredo para as amigas, mas as fez jurarem não contar a absolutamente ninguém.
Ouviram buzinas e assim constataram que todos haviam chegado. Ela foi abrir a porta e ele foi dar uma conferida no quarto do filho, checar se estava tudo certo. Ligou a babá eletrônica, caso o menino acordasse. Todos estavam sentados no lado de fora, mais precisamente no jardim, onde apreciavam uma vista espetacular, que constava uma paisagem tranquilizadora. Várias flores a árvores, desde lírios a palmeiras, e, bem no centro, uma piscina. Nicholas sentou-se e intrometeu-se na conversa.
- Meu filho, estamos todos curiosos! Quero saber o nome do meu neto – Denise pressionava Nick há dias, mas agora, finalmente, escutaria o que tanto almejava.
- Baylee.
- Ótima escolha, Nick – Joe parabenizou-o.
- Na verdade, quem escolheu foi a – Nick revelou abraçando-a de lado.
Kevin e Joe bateram palmas para a cunhada. Sentiram cheiro de queimado e Nicholas correu para salvar a janta. Por sorte, nada acontecera, por isso, a comida foi servida e todos se satisfizeram. Entre vinhos, águas, refrigerantes escutou-se a babá eletrônica, digo, Baylee berrar.
levantou-se e junto dela, e . Ela preparou o banho do filho e assim que ele estava limpinho e cheirosinho, amamentou e colocou-o para dormir, novamente.
Não havia como negar. Era indiscutível. Ele deveria se chamar Nicholas Jr.
Com três meses, Baylee exibiu seu primeiro sorriso. Os pais pareciam estar drogados. Com sete meses, nascia seu primeiro dente. Nicholas e quase tiveram um infarto achando que o filho ficara doente. Saíram em revistas como People, apareceram diversas vezes na televisão, fotos na internet, etc. Mas foi com oito meses que Baylee conquistou de vez o prêmio de encantador: disse suas primeiras palavras. O ano passou-se tão depressa, que três meses depois da festa de aniversário de Baylee, o celular de toca. E ela não esperava o que viria a seguir.
- Fala, Nick – ela atendeu com o celular no ombro.
- Você tá ocupada? - Trocando Baylee, por quê? – respondeu e terminou de fechar a fralda. Baylee disse “pa-pa”, que para ele seria “papai”.
- Nós estamos nos estúdios da Disney e o nosso produtor quer falar com você e as meninas. Acha que consegue vira para cá? - Claro, mas do que se trata?
Baylee engatinhava sobre uma camisa branca de Nicholas e , apavorada, não podia falar nada, uma vez que o marido ficaria numa fúria do cão.
- Nem eu sei ainda – mentira! Era óbvio que ele sabia. – Deixe o Bay na casa da minha mãe. - Certo, beijos. Amo você.
- Também amo você, até mais. Desligou o celular e na mesma hora ligou para as amigas. Levou Baylee, que agora quase caminhava, para a casa de Denise e dirigiu até os estúdios da Disney. Chegou lá e só faltava ela. Cumprimentou todos e o diretor chamou-os para um pequeno falatório.
- Chamei-os aqui porque, devido ao sucesso da banda, dos seriados, do sobrenome Jonas, a Disney, com enorme orgulho, decidiu convidá-los a estrelar um filme – disse o diretor sentado em sua enorme cadeira, quatro vezes maior que ele. – Aceitam?
As meninas tremiam, os meninos sorriam, mas foi decidido, por unanimidade, que aceitariam seus papéis. O diretor explicou a história do filme, depois entregou umas folhas com os scripts de cada um. Ordenou que estivessem prontos até a próxima semana, quando começariam as filmagens.
O filme foi gravado e tudo estava pronto para sua pré-estreia. Todos estavam incrivelmente ansiosos e bem arrumados. No tapete vermelho, tiraram diversas fotos, deram entrevistas. Baylee era o centro das atenções jornalísticas. Sentaram-se na primeira fila e, como combinado, logo o diretor chamou-os para anunciar o filme.
- Senhoras e senhores, boa noite – começou . – Agradeço, em nome da Disney e de todo elenco, por estarem aqui, prestigiando mais uma excelente produção.
- Foi um imenso prazer fazer esse filme – Nick tomou o microfone em suas mãos e, mesmo tremendo, continuou suas palavras: - Esperamos, de coração, que vocês gostem.
Nicholas passou o microfone a Joe que sorriu e disse:
- Declaramos, então, oficialmente aberta, a première.
- Com vocês, uma nova produção da Disney – Kevin anunciou passando o microfone a .
- How did I fall in love with you? – essa passou, por último, o objeto a , que simplesmente falou:
- Divirtam-se!
Assim, eles voltaram aos seus assentos, presenteados por uma chuva de palmas. O filme era inegavelmente lindo, cada um atuara e cumprira seu papel com perfeição. Eram exímios atores e ninguém ousaria discordar. Cheio de comédia e romance, a sessão chegou ao fim e os créditos finais apareceram. Baylee foi o primeiro a gritar e a aplaudir. Nick e beijaram seu filho na bochecha e depois se abraçaram. Denise e Paul estavam tão emocionados quanto o resto da família, mas de qualquer maneira, optaram por não participar da festa de comemoração do sucesso da pré-estreia. Levaram Baylee e foram para sua casa.
Descendo as escadas, a caminho da festa – que seria no primeiro andar daquele enorme teatro -, Nick assoviava a trilha sonora do filme. Mas parou, de repente, ao ouvir gritos do lado de fora. Mirou a esposa e esta deu de ombros. Afinal, não custava nada checar o que soava tão eufórico. Nicholas fez sinal para Kevin e Joe, que se encontravam atrás deles, para que os seguissem. Qual não foi a surpresa, tanto dos meninos, mas mais ainda das meninas, ao terem uma visão ampla do hall de entrada.
- Eu não acredito – sibilou apavorada. Ela simplesmente não conseguia piscar.
- São eles mesmo? – cochichou para .
As três se encararam e, como se fosse por telepatia, gritaram. Seus berros foram tão indiscretos que os maridos taparam suas bocas e pediram, com sutileza, que adquirissem classe. Então, elas respiraram fundo e, sendo verdadeiras damas, encaminharam-se ao salão de festas. Quando adentraram o local, todos ali presente levantaram-se e aplaudiram calorosamente, mais uma vez, os astros daquele dia. Foram informados que havia mesas especiais na dianteira do salão. Dirigiram-se até lá e, no momento em que se acomodaram, um garçom apareceu. Resolveram começar a festa brindando seu sucesso. Entre bebidas e comidas, risadas e brincadeiras, mais uma vez, o diretor do filme subiu ao palco.
- O que ele tá fazendo? E cadê a por... – falava até receber um olhar fulminante de Kevin. Ali não era local para se falar palavrões - ...caria do DJ?
- Boa noite a todos. Sem delongas, é com muito orgulho e prazer que os recebo aqui. Com uma salva de palmas, demos boas-vindas a banda que compôs a trilha sonora do filme: - os olhos das meninas brilhavam e elas nem acreditavam que eles iriam tocar ali, em carne e osso! – Backstreet Boys.
- Primeiramente, parabéns aos nossos queridos companheiros pelos seus trabalhos magníficos – Brian Littrell começou pronunciando-se. era louca por ele e já estava se derretendo toda.
- Vamos começar com estilo e paixão essa linda festa – A.J. McLean completou a fala de Brian.
Eles sentaram-se em seus respectivos bancos e encaixaram seus microfones nos pedestais. Howie Dorough sorriu para os seis e os cumprimentou. Ele era, de longe, o mais simpático. E isso era um fato que atiçava o coração das meninas. Elas sorriram abobalhadas. Os outros três da mesa continham-se para não bufar.
- Essa música vou dedicar a meu xará, Nick Jonas, e a sua esposa – lembrou-se de certos fatos e sentiu a necessidade de cavar um buraco e morar dentro dele pelo resto da vida. – Não somente a eles, não somente às seis estrelas que ali estão, mas a todos os casais apaixonados – Nickolas, então, propôs o seguinte: que cada um escolhesse seu par. A música começaria e ninguém deveria ficar sentado.
- Casais apaixonados... – Howie disse sorrindo. – Essa música vai tanto para aqueles que estão juntos quanto para aqueles, que nem sonham, mas um dia estarão. Esse é o momento para você, rapaz tímido, declarar-se a seu amor.
Os acordes iniciais começaram a tocar e, sem pestanejar, Nick estendeu a mão a que a aceitou. Kevin o imitou, Joe também e, sucessivamente, em pouco tempo, todos, ou pelo menos a maioria, dançava.
Remember when we never needed each other Lembro-me quando nunca precisávamos um do outro The best friends like sister and brother Os melhores amigos, como irmãos We understood we’d never be alone Compreendíamos que nunca estaríamos sozinhos
Those days are gone, now I want you so much Esses dias se foram, agora eu quero você tanto The night is long and I need your touch A noite é longa e eu preciso do seu toque Don’t know what to say Não sei o que dizer Never meant to feel this way Nunca quis me sentir assim Don’t wanna be alone tonight Não quero ficar sozinho esta noite
What can I do to make you mine? O que posso fazer para torná-la minha? Fallen so hard, so fast this time Apaixonar-me tão forte, tão depressa What did I say? What did you do? O que eu disse? O que você fez? How did I fall in love with you? Como me apaixonei por você?
I hear your voice and I start to tremble Ouço sua voz e começo a tremer Brings back the child that I resemble Volto a ser a criança que guardo I cannot pretend that we can still be friends Não consigo fingir que ainda podemos ser amigos Don’t wanna be alone tonight Não quero ficar sozinho esta noite
What can I do to make you mine? O que posso fazer para torná-la minha? Fallen so hard, so fast this time Apaixonar-me tão forte, tão depressa What did I say? What did you do? O que eu disse? O que você fez? How did I fall in love with you? Como me apaixonei por você?
Oh, I wanna say this right Oh, eu quero dizer isso corretamente And it has to be tonight E tem que ser esta noite Just need you to know Só preciso que você saiba
I don’t wanna live this lie Não quero viver essa mentira I don’t wanna say goodbye Não quero dizer adeus With you I wanna spend the rest of my life Com você, quero passar o resto de minha vida
What can I do to make you mine? O que posso fazer para torná-la minha? Fallen so hard, so fast this time Apaixonar-me tão forte, tão depressa What did I say? What did you do? O que eu disse? O que você fez? How did I fall in love with you? Como me apaixonei por você?
What can I do to make you mine? O que posso fazer para torná-la minha? Fallen so hard, so fast this time Apaixonar-me tão forte, tão depressa Everything’s changed, we never knew... Tudo mudou, nunca soubemos... How did I fall in love with you? Como me apaixonei por você?
- Engraçado... – falou vagamente.
- O quê? – Nick perguntou ainda abraçado na amada.
- Como a vida dá voltas. Nunca imaginei que depois de confundir Nick Jonas com Carter, eu estaria aqui, com você, casada.
- A vida nos prega peças, minha cara trêbada favorita – Nick lembrou-se daquela cena hilária e riu.
- Nicholas! – entrou na brincadeira e largou um tapa o braço do marido. Ambos riram. Aplausos anunciaram a saída da banda e, mais que depressa, o DJ largou outra música romântica. – E o Baylee?
- Nosso filho é lindo – Nick disse ao entrar no ritmo da melodia. – E é incrível como todos falam que ele se parece com Frankie.
- Você nunca reparou, mas até o jeito de ele passar a mão no cabelo é igual ao de Frankie – fechou os olhos, pensando no menino e quão imensa era a falta que ele fazia. E, em algum lugar, Frankie zelava por ela.
Dias se passaram, semanas, meses. Segundo Nicholas, Joseph e Kevin, Jonas Brother seguirá por muito tempo. Não há vento que os derrube. apareceu com a inesperada notícia de mais um membro na família. descobrira-se cantora e, agora, investia na carreira solo. Denise e Paul, não poderiam sentir-se mais abençoados. O pai de decidira voltar ao Brasil e lá, praticamente, morar em um SPA.
E a cada dia que passa, Baylee fica mais parecido com Frankie. Há dias em que sente-se atormentada, não consegue dormir e, por mais que se distraia por alguns segundos, as últimas palavras de Frankie ainda a atormentam:
“Não é um ades, Nick. Eu só vou fazer um passeio. E, sabe? Passeios têm volta. Eu amo muito vocês e é por isso que eu peço, imploro, que não sofram por mim. (...) Escutem e prestem bem atenção no que eu vou dizer, ok? Nós somos uma família, mas mais que isso, somos amigos. E você, Nick, me ensinou que amigos nunca dizem adeus, mas até logo.”
FIM?!
n.a 22/03/11: Capítulo final, fanfic finalizada. Até demorei para enviar a última atualização, pois a sensação do fim é menos empolgante e alegre que a do início. Espero, sinceramente, que tenha agradado a gregos e troianos (o que às vezes não é fácil), já que tentei dar o máximo de mim para uma fanfic de qualidade. Não direi que foi pouco valorizada - por causa de poucos comentários - porque estaria sendo um tanto quanto infarosa. Quem leu e deixou seu comentário, valorizou-a, sim, a seu modo. O importante não é quantidade... Não para mim. "How did I fall in love with you?" acaba aqui, mas a saga continua. Juntarei as três partes finais em uma só (3 em 1), uma vez que são todas shorts. Enfim, obrigada pela paciência e carinho. Mil beijos e abraços e até a próxima vez.